Monthly Archives: novembro 2017

O Povo do Mar

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Uma singela homenagem (com uma produção muito artesanal) aos que, de forma espontânea,  deixaram o seu local de residência para se estabelecer numa outra região ou nação.

O fenômeno da emigração representa algo muito relevante no ADN [DNA] do povo português, talvez mais marcante do que a grande maioria dos povos, visto se observar na diáspora, mais de 50% da popula]ao de Portugal.

 

Fuga da Família Real para o Brasil – 29 de novembro

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Em 29 de novembro de 1807, a corte portuguesa deixou Portugal devido à invasão orquestrada por Napoleão Bonaparte.

A “fuga para o Brasil” foi o resultado de uma estratégia para escapar à invasão francesa e manter tanto a aliança com os ingleses, e a cada de Bragança continuar a governar o império português.

Enfim, em 22 de janeiro de 1808, depois de passarem 54 dias no mar, a Família Real e toda sua comitiva desembarcaram no Brasil, especificamente em Salvador. Eles foram recebidos pelo conde da Ponte, o governador da Bahia, com muita comemoração e alegria.

A chegada da Corte portuguesa a Salvador, foi fundamental para a transformação da vida dos baianos da época.

Ilustração 1 – Vista da Baía de Todos os Santos, de G. Scharf

Ilustração 2 – Chegada de D. João à Bahia, de Cândido Portinari

O pouco tempo que passou na Bahia/Salvador, não impediu que D. João, o Príncipe Regente, tomasse decisões importantíssimas para o desenvolvimento da região: a 28 de janeiro de 1808 assinou a Carta Régia, decretando a abertura dos portos do Brasil às nações amigas; logo depois em 16 de fevereiro, criou a Escola de Cirurgia, que mais tarde se tornou Faculdade de Medicina do Estado e autorizou a criação da primeira Biblioteca Pública do Brasil que veio a ser inaugurada a 13 de maio de 1811.

Depois de Salvador, D. João e sua comitiva seguiram para o Rio de Janeiro no dia 08 de março de 1808 onde foi instalada a sede do governo. Ali, tal como em Salvador, D. João tomou outras decisões, que também acarretaram mudanças na atual colônia: criou o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, fundou a Real Biblioteca entre outras.

Fonte:
A Bahia na época de D. João: a chegada da corte portuguesa, 1808 / [textos, Maria José de Souza Andrade, Sylvia Menezes de Athayde ; fotografia, Sergio Benutti]. Salvador : Museu de Arte da Bahia : Solisluna, 2008.
MATHIAS, Herculano (org.). História do Brasil. Rio de Janeiro: Bloch, 1976.

 

Morar e/ou Investir em Portugal com segurança

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Está a pensar em morar em Portugal? Ou a tencionar em investir? Ou a realizar ambos?

Então, aceite este convite para estar na próxima terça-feira, no Baby Beef Alvarez em Salvador (ao lado do Walmart e próximo ao Shopping da Bahia [ex-Iguatemi]).

A entrada é gratuita, mas tem que realizar a sua pré-inscrição para o endereço de e-mail visível na lâmina. Ambos os palestrantes  são advogados que conhecem ambas as legislações e realidades (do Brasil e de Portugal), e por tal, estarão bem preparados para responder às suas dúvidas.

Inscreva-se!

Mas atenção, as inscrições são limitadas ao número de lugares disponíveis

INSTITUTO INTERNACIONAL DE MACAU DISTINGUIDO PELO G.P.L. DE PERNAMBUCO

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O Instituto Internacional de Macau (IIM) foi distinguido com o Colar de Mérito Luís Vaz de Camões pelo Gabinete Português de Leitura de Pernambuco, no Brasil, aquando de uma cerimônia solene de comemoração dos 167 anos daquela instituição brasileira, que decorreu no passado dia 6.

O IIM e o Gabinete Português de Leitura de Pernambuco têm desenvolvido um leque alargado de atividades, “possuindo um protocolo de cooperação assinado para promover e apoiar ações e iniciativas que contribuam para o conhecimento mútuo das comunidades portuguesas de Macau e do Brasil, especialmente do Estado de Pernambuco, assim como ao estímulo de promoção de ações que visem a divulgação da realidade de Macau no Brasil e vice-versa”, explica o organismo local em comunicado.

O IIM apoia ainda instituições e particulares de Macau, de Pernambuco e da República Popular da China que pretendam desenvolver “projetos de investigação ou outros relacionados com estas regiões, nomeadamente em áreas acadêmicas e científicas”.

 

Na qualidade de instituição cultural e académica, IIM fez-se representar no Brasil pelo seu vice-presidente, José Lobo Amaral.

Fonte: Jornal Ponto Final de Macau, edição de 14/11/2017

557 anos da morte do Infante D. Henrique “O Navegador”

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Hoje, dia 13 de novembro de 2017, passam 557 anos desde a morte do Infante Dom Henrique, ocorrida a 13 de novembro de 1460, aos sessenta e seis anos.

Este personagem, nascido em 1394, é o quinto filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre e é considerado o maior propulsor da Expansão Portuguesa e dos Descobrimentos.

Como Gomes Eanes de Zurara refere, este Infante fez parte da expedição que tomou a cidade de Ceuta, no norte de África, em 1415. Foi da sua responsabilidade a organização das forças do norte do país que participariam nesta expedição. A sua bandeira foi a primeira a entrar na cidade, onde foi armado cavaleiro com os seus irmãos D. Duarte e D. Pedro, por seu pai, D. João I.

Mais tarde, em 1437, comandou a expedição contra a cidade de Tânger, na qual o seu irmão Infante D. Fernando ficou como refém.

Sendo o Infante D. Henrique detentor de uma vastíssima riqueza fundiária e de um imenso poder, a sua nomeação para administrador geral da Ordem de Cristo, em 1420, ainda veio aumentar mais esse poder, permitindo-lhe dar seguimento à política ultramarina.

Desde há muito que Lagos (Algarve, sul de Portugal) tinha um papel de destaque. Com a decisão de manutenção da cidade de Ceuta, a vila de Lagos adquiriu uma importância estratégica, servindo de base de apoio militar àquela praça norte-africana. Assim se compreendem as estadias do Infante D. Henrique nesta vila e noutros pontos do barlavento algarvio, nomeadamente Sagres.

Várias foram as razões que teriam motivado o Infante para impulsionar as navegações no oceano Atlântico – a curiosidade científica, nomeadamente no interesse pelo conhecimento de novas terras e novas gentes; o interesse económico, em termos do conhecimento de postos comerciais importantes para o estabelecimento de relações; o desejo de expansão da fé, ligado à expansão política, a que não seria estranha a ideia da cruzada contra os infiéis. Por fim, este cronista referia uma outra razão, esta ao nível da mentalidade, ou seja, a importância que a astrologia tinha naquela época, sendo esta favorável aos intentos do Infante D. Henrique.

Desta forma, o Infante promoveu navegações pelo oceano Atlântico Ocidental, durante as quais foi «achado» o arquipélago da Madeira (1418/19), por João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo – os dois primeiros colonizaram a ilha da Madeira e o terceiro a ilha de Porto Santo – , e descoberto o arquipélago dos Açores (1427), por Diogo de Silves.

Ao mesmo tempo, incrementou as navegações ao longo da costa ocidental africana, no sentido sul. O grande obstáculo que era o cabo Bojador fora ultrapassado no ano de 1434, por Gil Eanes. A partir daí, com a quebra da grande barreira psicológica e geográfica que era este Cabo, o rumo das navegações para sul estava facilitado.

No ano de 1460, ano da morte deste Infante, com a chegada à Serra Leoa de Pedro de Sintra, estavam descobertos cerca de dois mil quilômetros de costa africana para lá do Cabo Bojador (sul de Marrocos).

Fontes:

-Biblioteca Infante D. Henrique, do Gabinete Português de Leitura de Salvador;

-PIRES, J. Estêvão. O Infante D. Henrique. Lisboa: Companhia Nacional, 1960. 61 p.: il.; 18 cm.
-CRUZ, Borges da. Infante Dom Henrique: o génio da epopeia marítima de Portugal no mundo do séc. XV. Rio de Janeiro: [S.l.], 1960. 162 p.: il.; 32 cm.

-CAMPOS, Nuno / CARNEIRO, Isabel: O Padrão dos Descobrimentos – roteiro para visita de estudo, Coimbra, 1994

Edição de 2017 da Web Summit, em Portugal

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Alguns destaques da edição de 2017 da Web Summit, em Portugal

 

Entre 6 e 9 de novembro, Lisboa recebeu a segunda edição em Portugal do Web Summit, um dos maiores eventos de tecnologia, onde se revelaram tendências e projetos inovadores.

Estiveram 59.115 pessoas de 170 países na Web Summit, 42% eram mulheres.


No último dia, as conferências foram marcadas por Al Gore, aplaudido de pé, pelo discurso emocionado da mulher transgênero mais famosa do mundo, Caitlyn Jenner, e por Sara Sampaio.

Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República, esteve em palco na da Web Summit e afirmou:

Obrigada, Paddy! Obrigada ao Governo de Portugal. E obrigada a toda a gente que está aqui. A mesma palavra de sempre: orgulho. Tenho muito orgulho de Portugal e dos portugueses. Al Gore já o disse: parabéns a todos! E às pessoas que estão em redor do mundo a criar uma revolução. Vocês são os transformadores, são vocês que estão a mudar a sociedade, a cultura e a forma de vida. Eu estou preocupado com os políticos. Nem todos, mas alguns: eles negam a alteração climática. Em Portugal vamos continuar no Acordo de Paris. Esta revolução significa uma mudança radical para muita gente. Estamos atrasados. E finalmente: esperança, esperança. Eu espero que a nossa próxima reunião em 2019 e em 2020 seja em Portugal. Porque nós merecemos isto. À mesma hora, no mesmo lugar: Portugal merece, os portugueses merecem”.

As consequências que temos visto dizem que a resposta àquela pergunta sobre de temos de mudar é sim! Claro que sim!


O discurso de Al Gore é feito de dois pilares: reflexão e ação. O futuro está nas mãos do presente, sublinha o ambientalista constantemente: “As consequências que temos visto dizem que a resposta àquela pergunta sobre de temos de mudar é sim! Claro que sim! No que estão a pensar? Não podemos condenar a próxima geração ao desespero e sofrimento!”. Mas será que podemos fazer isso, será que vamos a tempo? “A mina resposta é um sim muito redondo. Vejam o que está a acontecer no mundo da tecnologia e concentrem-se no ramo da energia: a tecnologia está a melhorar a área da energia solar, da energia eólica. Temos veículos elétricos. Temos as ferramentas todas ao nosso dispor, mesmo contra os sistemas políticos instaurados contra isso: as pessoas continuam a ter a voz mais poderosa”.

Não estamos assim tão longe de arranhar soluções definitivas: “O nosso mundo está nos primeiros passos de uma revolução de sustentabilidade tão importante como a Revolução Industrial mas com a velocidade de uma revolução digital. Constroem-se automóveis sustentáveis, a internet das coisas! E isso deve-se às pessoas que estão dentro desta sala, porque há um número cada vez maior de investidores desejosos de conhecer jovens que usam os seus conhecimentos e capacidades para encontrar soluções. Esses jovens são vocês: muito obrigada pelo que estão a fazer. Porque já estão a fazer uma grande diferença”.

A única coisa que EUA deviam eliminar era o presidente atual em 2020

Falando sobre a crise da água, Al Gore diz que os ciclos naturais estão disrompidos. “É por isso que temos tantas inundações” e outros fenômenos naturais, destacando os “piores incêndios” que a Califórnia conheceu bem como os vários furacões que têm passado pelos EUA. “Um terço do Bangladesh já está debaixo de água”, disse Al Gore, sublinhando que a crise climática “é um fenômeno global”, mas que a energia que é gasta na disrupção do sistema de água também traz água ao solo. “É isto que acontece em Portugal, Espanha, Grécia, Itália. África está a viver a pior crise humanitária de sempre, com milhões de pessoas a morrerem à fome.” Al Gore fala ainda da Síria, que bem antes da guerra civil sofreu do mesmo.Os ministros da Síria diziam que não iam conseguir resolver isto e foi assim que a guerra civil começou.”

Sobre o Brexit, Al Gore levou a plateia novamente à euforia, recordando a imagem de vários refugiados nas fronteiras. “Há uma disrupção política que está a sair desta crise climática”.

Al Gore diz: “Há uma colisão entre a civilização humana tal como a criámos e os sistemas ambientais que compõem o ambiente deste planetas. A vitalidade dos oceanos, por exemplo, está a morrer porque o plástico está a tapar o caminhos dos peixes. Perdemos quintas, florestas virgens. Mas a coisa mais importa desta colisão é a crise climática. E é porque essa é a coisa mais vulnerável do sistema ecológica da Terra. A atmosfera, num dia bonito como este até parece eterno. Mas é uma fina camada em volta da Terra”.

Al Gore: “A democracia foi atacada em muitos países

Wyclef Jean diz que “no final do dia, a coisa mais importante do mundo é criar. Se fores um criador, não te queixas. Estás sempre a criar. Há muitas artistas da minha era que só queriam era conseguir sobreviver. Sempre encorajei as pessoas não só a abraçarem a tecnologia, mas a compreendê-la totalmente. Isto é muito importante para o futuro”, disse o rapper que acabou de lançar o seu sexto disco a solo, o “Carnival III: Fall and Rise of a Refugee”.

Já o presidente do Deezer adiantou que a indústria da música está a crescer outra vez, o que já não acontecia há muito tempo. “A maioria das nossa receitas vão para as editoras e acho que o facto de o streaming estar a servir de base para este negócio é bom, apesar de ser um mercado pequeno. Isto é apenas o início de uma grande oportunidade.” O DJ e produtor Martin Garrix, de 21 anos, acrescenta que quando olha para quantidade de música que consegue armazenar no seu computador percebe que “é de doidos”.

 

Andrew Jones, criador dos efeitos visuais do filme “Avatar”
É através da realidade virtual, que Andrew combina a performance real dos atores com os processos virtuais dos efeitos visuais. O artista fez também parte da equipa de efeitos visuais do remake de 2016 “O Livro da Selva”, que ganhou o Óscar nesta categoria na última edição da cerimônia, em fevereiro de 2017.

Caitlyn Jenner: “As transições não têm nada a ver com sexualidade, têm a ver com identidade
As pessoas não percebem os nossos problemas, o que é ser transgênero”, afirmou Caitlyn no palco da Web Summit. “Vou colocar uma questão às mulheres da sala, uma que nunca tiveram de responder na vida: quando é que souberam que eram uma rapariga? É algo tomado por garantido, mas no caso dos transgêneros isso afeta a mente 24 horas por dia, 365 dias por ano. Como é que vou lidar com isto durante toda a minha vida? As transições não têm nada a ver com sexualidade, têm a ver com identidade.”
Sentia-me uma fraude“, diz Caitlyn Jenner sobre a vida antes da transexualidade

Qual o papel da Google quanto a Fake News? Pergunta-se.
Brittin afirma: “Temos de encontrar quem faz estas notícias e cortar os ganhos monetários”.
11 mil milhões de dólares foram pagos pela Google em 2015 só em anúncios. É preciso perceber a quem se está a pagar o dinheiro. Brittin afirma que a Google tem cortado a monetização em conteúdos nas suas plataformas em milhares de milhões de conteúdos, mas isso ainda não suficiente.
E quanto ao discurso de ódio nas plataformas da Google? “40 horas são introduzidas no Youtube a cada minuto”, diz Brittin. “É verdade, não temos feito o melhor trabalho”, mas um esforço grande tem sido feito nesse propósito. A Google tem trabalhado com organizações não governamentais para melhorar a cesura destes conteúdos e tirá-los das plataformas mais rapidamente.

A população da Internet vai duplicar

Este movimento está a democratizar as transações monetárias”, diz Burniske. Já Joseph Lubin diz que este mercado das criptomoedas “vai ser cada vez maior”. Lubin explicou que as vantagens deste sistema é que acaba com as burocracias dos sistemas bancários para se usar dinheiro.
Mas quais os maiores objetivos para a criptomoeda? “Melhorar as interfaces”, diz Burniske.
O CEO da Privategrity, que protege a identidade dos utilizadores (e que foi criticado por isso), diz que a empresa que criou é “cativante”.

Se é uma bolha ou não continua a pergunta no ar, mas as criptomoedas estão a dar bastante que falar nesta edição de 2017 da Web Summit.

41% das empresas que participam na Web Summit encontram investidores

Paddy Cosgrave falou aos jornalistas numa conferência de imprensa: Em três anos da Web Summit, mais de 2000 startups — que representam 41% das empresas representadas nos pavilhões do evento — conseguiram encontrar investidores que também participaram neste que é o maior evento sobre tecnologia e empreendedorismo do mundo. Mas Paddy Cosgrave é humilde a falar destes números: “Estas percentagens são dúbias porque algumas destas startups iriam ter sucesso de qualquer modo porque são muito boas por natureza”.

O país com mais empresas representadas na Web Summit é o Reino Unido. Segue-se a Alemanha e França, de acordo com os dados consultados por Paddy Cosgrave na conferência de imprensa. Segundo o empreendedor, o facto de os britânicos estarem cada vez mais motivados a entrar no mundo das startups justifica-se com o Brexit: “Eles estão numa onda de mudança”. Mas Paddy Cosgrave põe outro país na mira do crescimento de startups: Angola, que teve muitas empresas em exposição na cimeira.

Ao organizar a Web Summit 2017, Paddy Cosgrave quis tornar esta cimeira numa ode à igualdade de género: 42% dos participantes e 34% dos oradores são mulheres.

O co-fundador da Web Summit voltou a elogiar o apoio do primeiro-ministro português, António Costa, e do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, na organização da Web Summit. Segundo ele, “é incrível a mobilização de polícias e de bombeiros. Os aeroportos também fizeram um trabalho tremendo, o metro e os serviços de transportes públicos também estiveram à altura. É difícil imaginar o nível de coordenação num evento que exige uma segurança mais apertada tendo em conta as pessoas importantes que vêm cá”.

De acordo com Paddy Cosgrave, cerca de 2000 voluntários cooperaram diariamente com a Web Summit durante os dias em que decorrem os eventos. Têm em média 21 anos e a maior parte frequenta a universidade: “Sabemos que para um jovem desta idade é difícil suportar os preços dos bilhetes, até mesmo dos mais baratos. Esta é uma alternativa para que todos possam participar e aprender”. Sobre as críticas que têm sido tecidas a esta estratégia da Web Summit, Paddy Cosgrave diz que elas são bem-vindas: “Acho bem que as pessoas defendam as suas opiniões. É uma parte importante e fundamental da nossa democracia”.

Para Paddy Cosgrave, a inteligência artificial é tão central na discussão da Web Summit que “podia haver uma conferência de 3 dias exclusivamente para este assunto”. À semelhança de Stephen Hawking, também o empreendedor irlandês pede cautela ao discutir uma realidade híbrida entre humanos e máquinas inteligentes: “É inevitável pensar num futuro onde as máquinas possam chegar a ser mais inteligentes do que nós. Isto é algo que é preciso discutir. Quando os carros vieram para as nossas vidas, foram precisos longos anos para termos a regulação certa para essa tecnologia conviver em paz conosco: usar cintos, usar as luzes, ter sinalização. Aqui vai ter de acontecer o mesmo”.

Novo Terminal de Cruzeiros em Lisboa espera receber mais de 361 navios

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Foi inaugurado esta sexta-feira (dia 10/11/2017) o novo terminal para navios de cruzeiro em Lisboa, e ainda deverá receber este ano, 334 escalas e 523 mil passageiros, o que significará um crescimento de cerca de 7,4% do número de escalas face a 2016.


E como se espera que este seja o segundo melhor ano de sempre da atividade de cruzeiros no Porto de Lisboa, segundo os responsáveis, o melhor estará para vir. A APL (Administração do Porto de Lisboa) espera receber, para o ano, 361 navios e 617 mil passageiros – o que fará de 2018 o melhor ano de sempre na atividade de cruzeiros naquela cidade.


Da autoria do arquiteto Carrilho da Graça, o novo terminal ocupa uma área de 13.800 metros quadrados, dividida por três andares, construídos com uma técnica inovadora de agregado de cortiça e betão, que possibilita o isolamento térmico e acústico.


O novo cais tem 1490 metros o que permite receber cruzeiros de média dimensão, com um calado (distância entre a quilha do navio e a linha de flutuação) até 12 metros. O acesso aos navios é feito através de duas mangas (semelhantes às dos aeroportos), ligadas a uma passerelle com 600 metros, que dará acesso ao terminal por três passadiços.


A parte exterior do terminal conta com 360 lugares de estacionamento público, 80 lugares para autocarros, táxis e carros turísticos.


O projeto, foi iniciado em 2007 pela APL, envolveu um investimento púbico de 54 milhões de euros por parte da APL, para a construção de um novo cais e a reabilitação do existente, e privado de quase 23 milhões.

Gal Costa, no Espelho d’Água e no Coliseu

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Só voz e violão ou guitarra eléctrica, Gal Costa apresenta em Espelho d’Água um reflexo de canções que melhor a identificam. Sexta e sábado em Lisboa, no Campo Pequeno, e domingo no Coliseu do Porto.

De Gal Costa, Portugal tem colecionado ao longo dos anos várias e desiguais memórias. Depois de um superlativo concerto em Mafra em 2006 e de um morno recital de voz e violão em 2007, vimo-la “num memorável recanto luminoso” em 2013, naquele que terá sido um dos seus melhores concertos (a par do de Mafra) em solo nacional. Agora, a dona e senhora de uma voz cristalina que soube fazer história na música brasileira está de volta para um novo concerto de voz e violão, mas com características diferentes do de 2007. Com repertório escolhido por ela e pelo jornalista Marcus Preto, com o violão e a guitarra eléctrica do carioca Guilherme Monteiro por companhia, Gal apresenta-se por duas noites no Campo Pequeno, em Lisboa (10 e 11, 22h), e uma no Coliseu do Porto (dia 12, 21h).

 

O espetáculo deve-se a um convite que recebeu, como explica Gal Costa ao PÚBLICO: “Eu fui convidada, aqui em São Paulo, para estrear a agenda do Teatro Safra, totalmente reformulado, e queriam uma coisa mais intimista. Então o Guilherme Monteiro, que é um grande guitarrista acústico (toca violão e também guitarra eléctrica), trabalhava comigo e eu escolhi um repertório emblemático de várias épocas da minha carreira para cantar.” E fê-lo por um motivo de atualidade: “Porque hoje há um público jovem que segue o meu trabalho e nunca teve oportunidade de me ouvir cantar canções do passado, como Tigresa ou Vaca profana. Então eu canto com guitarra acústica e eléctrica, há uma sonoridade variada e é um show instigante, porque como a maioria das canções é conhecida e eu tenho, com uma maturidade bem maior, uma grande interação com a plateia.”

As canções escolhidas por Gal vêm de discos que abrangem mais de duas décadas, desde o seu LP de estreia, Domingo (1967, gravado com Caetano Veloso), até Gal (1969), Fa-tal (1971), Índia (1973), Caras & Bocas (1977), Água Viva (1978), Gal Tropical (1979), Fantasia (1981), Profana (1984) ou Minha Voz (1988), em canções como Coração vagabundo, Volta, Sua estupidez, Tigresa, Vaca profana, Baby, Tuareg ou Meu nome é Gal. “Procurei um repertório de vários anos, com canções que foram sucesso. E tinha muita vontade de cantá-las.” Mas o nome do espetáculo vem de uma canção nova, Espelho d’água, escrita por Marcelo e Thiago Camelo para o mais recente disco de Gal, Estratosférica, de 2015. É a única canção desse disco que integra no espetáculo, embora Gal admita cantar outras. “Talvez inclua outras, em Portugal. Mas não é o Estratosférica, que é um show que eu até gostaria de fazer em Portugal, porque é mais rock’n’roll.”

A escolha das canções teve também por base uma identificação mais pessoal. “Quis escolher canções específicas, que tivessem uma relação com a minha personalidade como artista, ao longo desses anos. Claro que vou cantar Gabriela, que é uma canção com que me identifico muito (eu me acho um pouco Gabriela) ou Um dia de domingo, canções de que as pessoas vão gostar.” Há várias de Caetano Veloso na lista. Como Minha voz, minha vida, que de algum modo a retrata. “Essa canção foi feita para mim, mesmo. Caetano fez muitas canções para mim, falando para mim, para a minha voz, como Vaca profana, O sorriso do gato de Alice, A verdadeira baiana. É como se ele se projetasse em mim e as fizesse. Ele tem uma maneira de compor para mim muito especial.”

Um dos discos que Gal mais revisita aqui, Caras & Bocas, completa 40 anos em 2017. É dele que se ouvirão, além de Tigresa, canções como Um favor (de Lupicínio Rodrigues), Solitude (de Duke Ellington, numa versão de Augusto de Campos) e Negro Amor (versão de Caetano e Péricles Cavalcanti para It’s all over now, baby blue, de Bob Dylan).

Depois de Estratosférica, nascido na sequência lógica do antecessor, Recanto (2011), Gal já pensa num novo disco. “Já estou pensando na estética musical e tenciono começar a trabalhar no repertório, para no final do ano já ter a estrutura do disco que vou fazer.”

Nuno Pacheco
Público

Fado, Comida Típica, Vinho & Outras Coisas

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A Direção do Gabinete Português de Leitura, tem a honra de o convidar para que – por favor – nos conceda o privilégio de estar presente na nossa Happy Hour, a ocorrer a partir das 19 horas do próximo dia 25 de novembro (sábado), nas instalações do próprio Gabinete, situadas na Praça da Piedade, em Salvador.


Do programa, para além do Happening Musical de referência, constam outras iniciativas com vista à dignificação da cultura no seio do próprio Gabinete, da Comunidade Portuguesa, e dos seus convidados.


Voltamos a salientar o nosso grande interesse para que nos prestigie com a sua inigualável presença, e aproveitamos o ensejo para comunicar-lhe que, este convite, obviamente que é extensível aos seus entes queridos.


Por último, confidenciar-lhe que aguardamos ansiosamente a confirmação da sua presença, seja para o e-mail gplsalvador@gmail.com, ou telefones , 71 3329 2733 ou 71 98732 4462, pelo que, antecipadamente, apresentamos os nossos mais calorosos cumprimentos.

CAMILO em Braga, de 12 a 14 de Abril de 2018

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CONGRESSO INTERNACIONAL
A LIÇÃO DOS CLÁSSICOS EM CAMILO CASTELO BRANCO
Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais
Universidade Católica Portuguesa
Braga, 12 a 14 de Abril de 2018

1. Apresentação e linhas temáticas
A extensa obra de Camilo Castelo Branco, sobretudo a narrativa ficcional, tem sido objeto de diversas abordagens temáticas e estudada a partir de múltiplas perspectivas, nomeadamente a literária, a histórica, a cultural e a sociológica. No entanto, pela sua enorme riqueza e complexidade, ainda carece de outras visões renovadoras.
Um dos domínios em que a obra do autor de S. Miguel de Seide não tem sido analisada como merece é o das fontes clássicas que constantemente afloram e enriquecem a sua escrita. De facto, a obra literária deste grande clássico de oitocentos constitui um vasto repositório de matrizes clássicas, atualizando assim a presença da Antiguidade greco-latina: “Não faltam nas novelas de Camilo citações, às vezes infiéis, de clássicos latinos (…). Não faltam alusões, mais ou menos justas, em regras sóbrias” (Jacinto do Prado Coelho).

Face a esta lacuna dos estudos camilianos, consideramos muito oportuno estudar as diversas formas de pervivência da herança clássica na obra de Camilo Castelo Branco, abarcando a multiplicidade das formas, registos e funções que esse atuante diálogo com as literaturas greco-latinas reveste no universo camiliano. Pela boca de uma heroína romântica, lê-se em A Filha do Arcediago: “Eu faço versos; a musa favorece-me: o Pégaso voa comigo à apolínea fonte e converso com os deuses na Castália”.

Centrando-nos na relação privilegiada de Camilo Castelo Branco com a Antiguidade Clássica, propomo-nos investigar essa relação prolongada e fecunda, desvendando alguns caminhos de releitura da sua obra, através da valorização da memória e do diálogo que assiduamente o escritor explora com essa viva tradição. Escreveu, a propósito, o Prof. Américo da Costa Ramalho: “com o estudo das citações latinas e das alusões às literaturas grega e romana que se leem nos seus livros podia escrever-se um trabalho de algumas centenas de páginas”. Dentro de um horizonte intertextual e comparatista, entre outras manifestações da “lição dos clássicos gregos e latinos” (A Queda dum Anjo), sobressaem modos e processos bem diversos de diálogo com o legado clássico, com destaque para os seguintes tópicos:


1. Revisitação de narrativas míticas
2. Reutilização de topoi e de exempla
3. Reescrita de temas e motivos
4. Composição de personagens
5. Formas de intertextualidade (da citação à alusão)
6. Ambivalência de registos – da auctoritas à paródia
7. Funções da cultura e da literatura greco-latina
8. Cultura clássica, valores e mundividência
9. Os professores e estudantes de Latim
10. Imagens do Bom Jesus do Monte

2. Pedido de comunicações

Cada comunicação terá a duração máxima de 20 minutos. As propostas, sujeitas a avaliação pela Comissão Científica, devem incluir os seguintes elementos e ser enviadas para alicaodosclassicosemcamilo@braga.ucp.pt:
. título completo
. resumo (até 250 palavras)
. área temática
. nome do autor
. afiliação institucional
. email
. CV abreviado (até 100 palavras)


Data limite para envio de propostas: 22 de Dezembro de 2017
Resultados da avaliação: 31 de Janeiro de 2018
Data limite da inscrição: 01 de Março de 2018
Valor da inscrição: . com comunicação (100.00 €)
. sem comunicação: 30.00 € (antigos alunos UCP: 10.00 €).
Publicação das comunicações: os textos definitivos, acompanhados de um pequeno resumo em inglês e das palavras-chave, não poderão exceder as 4000 palavras e devem ser entregues até ao dia 22 de Abril de 2018, para avaliação pela Comissão Científica. Alguns textos, depois de aprovados, serão publicados na Revista Portuguesa de Humanidades, volume de 2018.

3. Organização
Grupo de Investigação Memória e Diálogos Literários do Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos (CEFH) da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais – UCP, Braga.

4. Comissão Científica
Annabela Rita
Universidade de Lisboa
Carlos Paulo Martínez Pereira
Universidade da Coruña
Carlos Reis
Universidade de Coimbra
Cristina de Sousa Pimentel
Universidade de Lisboa
Elias J. Torres Feijó
Universidade de Santiago de Compostela
Ernesto Rodrigues
Universidade de Lisboa
Isabel Pires de Lima
Universidade do Porto
Ivo Castro
Universidade de Lisboa
José Pedro Serra
Universidade de Lisboa
Juan M. Carrasco González
Universidade de Extremadura
Margarida Maria dos Reis Braga Neves
Universidade de Lisboa
Maria Alzira Seixo
Universidade de Lisboa
Marie-Christine Pais Simon
Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3
Mário Garcia, S. J.
Universidade Católica Portuguesa – Braga
Nair de Nazaré Castro Soares
Universidade de Coimbra
Paulo Motta Oliveira
Universidade de São Paulo
Serafina Martins
Universidade de Lisboa
Sérgio Paulo Guimarães Sousa
Universidade do Minho

5. Conferencistas convidados

Annabela Rita
Universidade de Lisboa

Ivo Castro
Universidade de Lisboa

José Pedro Serra
Universidade de Lisboa

Maria Alzira Seixo
Universidade de Lisboa

Marie-Christine Pais Simon
Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3

Nair de Nazaré Castro Soares
Universidade de Coimbra

Paulo Motta Oliveira
Universidade de São Paulo

6. Comissão Organizadora
Ana Paula Pinto
António Maria Martins Melo
Arturo Diaz
Conceição Brandão
João Amadeu Silva
João Paulo Braga
José Cândido Martins
José Manuel de Oliveira
Maria José Lopes
Varico Pereira

7. Secretariado
Artur Alves
Manuela Taveira
Orquídea Lago
Simão Sá

8. Apoios
Academia Lusófona Luís de Camões
Câmara Municipal de Braga
Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão
Casa-Museu de Camilo Castelo Branco

CLEPUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias
Confraria do Bom Jesus do Monte
Diário do Minho
Instituto Fernando Pessoa
Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes
Observatório da Língua Portuguesa
Sociedade Histórica da Independência de Portugal

9. Contactos
E-mail: alicaodosclassicosemcamilo@braga.ucp.pt
URL: http//braga.ucp.pt/alicaodosclassicosemcamilo/