Monthly Archives: março 2018

Brasil levará 260 anos para atingir nível de leitura de países desenvolvidos

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Esta é uma estimativa do Banco Mundial, presente no seu mais recente relatório sobre educação e aprendizagem em vários países, divulgado no passado dia 28 de fevereiro.

Nesse mesmo relatório, também é sugerido que os alunos brasileiros podem demorar 75 anos o até atingirem o mesmo conhecimento em matemática que os outros estudantes oriundos de países desenvolvidos.

Ali, salienta-se que os estudantes brasileiros podem levar mais de 260 anos para atingir a proficiência em leitura dos alunos de países desenvolvidos. Em matemática, a previsão é que eles atinjam o mesmo nível em 75 anos.

As estimativas apresentadas no estudo foram feitas com base no desempenho dos alunos brasileiros em todas as edições do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) – uma prova organizada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O teste é realizado a cada três anos entre os 35 Estados-membros da OCDE e 35 países parceiros, incluindo o Brasil. A prova avalia uma série de questões, como o conhecimento dos estudantes em ciências, leitura e matemática.

Com base nesses dados, o Banco Mundial produziu seu World Development Report, um relatório publicado anualmente pelo órgão para debater diferentes aspectos do desenvolvimento mundial. Neste ano, o documento é dedicado totalmente à educação e à crise global de aprendizagem.

O Brasil é um dos países que vivem essa crise, embora os alunos brasileiros de 15 anos tenham registrado uma melhora em seu desempenho em avaliações recentes, ressalta o Banco Mundial. A nota geral no último Pisa, no entanto, manteve-se a mesma em leitura e caiu em matemática.

O relatório destaca que escolaridade e aprendizagem não estão necessariamente correlacionadas. Os dados mostram, por exemplo, que 125 milhões de crianças em todo o mundo não possuem conhecimentos básicos de leitura e matemática mesmo frequentando a escola. Sem contar com os 260 milhões que não estão estudando.

Em países como Gana e Malawi, 80% dos estudantes ao final da segunda série não conseguiam ler palavras simples como “gato”. Mesmo no Peru, um país considerado de nível médio na educação, metade dos alunos não passaram no mesmo teste.

No Quênia, Tanzânia e Uganda, quando se pediu para que estudantes da terceira série lessem frases como “o nome do cachorro é…”, 75% deles não conseguiram compreendê-la.

Na Nicarágua, quando estudantes da terceira série foram avaliados em 2011, apenas metade deles conseguiram resolver corretamente uma soma simples como 5 + 6. Já em áreas urbanas do Paquistão, 60% dos alunos da terceira série foram capazes de subtrair 54 – 25, enquanto em áreas rurais, apenas 40% o fizeram.

“Esse lento início da aprendizagem significa que mesmo os alunos que chegam ao final da escola primária não dominam conhecimentos básicos”, destaca o relatório.

O Banco Mundial menciona ainda casos de países que promoveram novas políticas e reformas na educação e conseguiram melhorar seu desempenho em avaliações mundiais, como Peru, Vietnã e Coreia do Sul – este país, por exemplo, contava com taxas baixíssimas de alfabetização na década de 1950, mas conseguiu superar esse índice e ter sucesso em rankings recentes.

Adaptação de uma notícia publicada no Deutsche Welle (DW)

 

12 de março de 1572

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Celebrou-se a 12 de março, o 446º aniversário sobre a primeira publicação de Os Lusíadas, de Luís de Camões.

Os Lusíadas – tal como a Eneida (poema épico romano escrito por Virgílio no século I a.C.) – é uma epopeia moderna, em que o maravilhoso não passa dum artifício necessário, mas só literário.

Cada um dos tipos de discurso neste poema evidencia particularidades estilísticas concretas. Dependendo do assunto que tratam, o estilo pode ser heroico e exaltado, empolgante, lamentoso e melancólico, humorístico ou admirador.

A obra, composta de dez cantos, 1.102 estrofes e 8.816 versos, centra-se na descoberta do caminho marítimo para a Índia, à volta da qual se vão descrevendo outros episódios.

A Biblioteca Infante Dom Henrique conta, no seu acervo, com algumas publicações interessantes desta obra, alguns deles, bastante originais.

Da primeira edição, foram publicados 34 exemplares que, ainda hoje, se podem observar em algumas das seguintes instituições:

Academia Brasileira de Letras
Academia das Ciências de Lisboa
Ateneu Comercial do Porto
Biblioteca José Mindlin (Universidade de São Paulo)
Biblioteca Nacional do Brasil, Rio de Janeiro
Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa
Biblioteca Nacional da Espanha, Madrid
Biblioteca Nazionale, Nápoles
Biblioteca Nacional da França
Biblioteca Bodleiana, Universidade de Oxford
Bosch Brazilian Library, Estugarda
Biblioteca Britânica
Casa de Bragança
Universidade Harvard
Lello & Irmãos
Real Gabinete Português de Leitura, Rio de Janeiro
Universidade de Coimbra
Harry Ransom Humanities Research Center, Universidade do Texas em Austin
The Hispanic Society of America, New York
John Carter Brown Library, Universidade Brown, Providence
Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, Açores


Os Lusíadas encontram-se traduzidos em diversos idiomas, tais como:
Os Lusíadas em mirandês
Die Lusiaden (alemão)
Los Lusiadas (castelhano)
Els Lusíades (catalão)
The Lusiad (inglês)
I Lusiadi (italiano)
Lusiadum libri decem (Latim)
Les Lusiades (francês)
Лузиады (russo)
Também é possível encontrar traduções nos seguintes idiomas:
Os Lusíadas (chinês)
Os Lusíadas (concani/konkani)
Die Lusiaden (dinamarquês)
Lusovci (eslovaco)
La Luzidoj (esperanto)

Gabinete completa 155 anos de história!

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Hoje, o Gabinete Português de Leitura de Salvador, completa 155 anos de história [fundado a 2 de março de 1863]. Por ocasião das celebrações da efeméride, o Presidente do G.P.L. (Arq. Abel Travassos) regozijou-se por mais este evento feliz e auspicioso, tendo aproveitado o ensejo para enaltecer “os que vem mantendo esta nobre entidade”. HIP, HIP HURRA!!!