Monthly Archives: maio 2019

Digitalização: GPL recebe técnicos da Biblioteca Nacional de Portugal

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Chegam a Salvador no próximo dia 22 de maio dois especialistas enviados pela Biblioteca Nacional de Portugal para avaliar o espólio literário do Gabinete Português de Leitura da Bahia. A visita técnica vai conhecer, também, o acervo do Gabinete Português de Leitura, de Pernambuco, e o Grémio Literário e Recreativo de Belém do Pará. No total, as três instituições reúnem um acervo de aproximadamente 160 mil volumes.

O objetivo é analisar todo o espólio dos gabinetes para estudar a possibilidade de digitalizar os exemplares mais relevantes e raros. A ação dá continuidade ao protocolo de colaboração, celebrado janeiro passado, entre a Biblioteca Nacional de Portugal e o Instituto Diplomático.

A iniciativa teve origem em visitas realizadas àquelas instituições pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro. As deslocações permitiram dialogar com os dirigentes das três instituições sobre a importância de preservar aqueles valores culturais. O primeiro passo para a valorização deste patrimônio deu-se com o apoio da rede diplomática e consular de Portugal no Brasil, em 2018, à reedição livro do século XIX “A Arte da Cosinha”, da autoria de João da Matta. Este livro pertence ao espólio do Grémio Literário e Recreativo Português de Belém do Pará e as receitas obtidas com a sua venda, reverteram para a instituição.

Para o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, “Os Gabinetes de Leitura fundados por portugueses no Brasil constituem espaços extraordinários de valorização do saber e da cultura. É importante preservarmos este valioso legado, para que possamos prevenir episódios trágicos como os ocorridos com os incêndios que danificaram o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, ou o Museu Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro”.

Ângela Ferreira, Secretária de Estado da Cultura, sublinha que “a missão técnica enviada pela Biblioteca Nacional de Portugal permitirá analisar o importante espólio literário que existe nos gabinetes de leitura portugueses de Belém do Pará, Recife e Salvador da Baía, trabalho de grande relevância para a preservação da cultura e língua portuguesas. Com esta iniciativa será possível preservar os bens culturais mais importantes para o projeto de digitalização em curso”.

A missão foi preparada com o apoio da Embaixada de Portugal em Brasília, sendo implementada, nas diferentes cidades, com o apoio dos serviços consulares de Portugal em Belém do Pará, Salvador da Baía e Recife e das entidades associativas a visitar.

Fonte: GPL da Bahia e portaldiplomatico.mne.gov.pt

Edição 2019 Bahia – Portugal: Pontos Que Nos Unem

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Bahia – Portugal: Pontos Que Nos Unem, Edição 2019, trata-se de um festival multicultural, que decorrerá no período de 06 de maio a 10 de junho, em diferentes centros culturais de Salvador. O Festival envolve as mais variadas linguagens artísticas.

Tudo isso com o objetivo de celebrar as relações culturais, históricas e de afeto entre a Bahia e Portugal.

Sobre a proposta:

Propondo-se traçar um mapa de fluxos entre Portugal e a Bahia, focando a atenção na cultura material e imaterial de cada país, de modo a evidenciar a natureza dessas trocas, bem como espelhar a identidade e a história de cada um, o Consulado Geral de Portugal na Bahia e a Cátedra Fidelino de Figueiredo – UNEB realizarão neste segundo ano do Projeto Pontos que Nos Unem uma malha de trabalhos transversais que gravitam em torno da Literatura, do turismo, da Música, da Gastronomia, a fim de homenagear artistas, pesquisadores, professores, músicos que vivem cruzando o Atlântico Sul, desenhando traçados de convergências.

A programação gira em torno do 05 de maio (Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na C.P.L.P) e do dia 10 de junho (Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas).

Público-alvo:

O projeto destina-se a artistas, profissionais da cultura, imprensa, profissionais liberais, professores do ensino médio e universitário, alunos de graduação e pós e interessados em geral. O projeto, pretende alcançar um público estimado de 5 mil pessoas, de classes sociais, idades e gêneros variados.

Destaques da programação:

De todas nossas matrizes, por vezes esquecemos que, a mais presente, é a portuguesa. Do patrimônio histórico à feijoada, vários pontos nos unem, e a melhor forma de recordar é sempre através da arte, manifestação mais potente de nossa cultura.

Exposição: O MAR QUE NOS UNE.


• De 06 a 24 de maio (Segunda) – Exposição: O MAR QUE NOS UNE.
Estruturada em duas estações do metrô de Salvador, a exposição resulta de uma parceria com a CCR-Bahia, o Consulado de Portugal e a Cátedra Fidelino de Figueiredo/UNEB. Visa, neste segundo ano do projeto, privilegiar a integração de várias áreas do saber em torno do mar que une a Bahia, Portugal e África. A exposição pretende apresentar a relação do mar com a Língua Portuguesa, uma vez que esta é a Língua para unir povos. Dividida nas estações de Pirajá e Campo da Pólvora, a exposição apresentará três aspectos: “As superfícies do mar” que abordará imagens e definições de faróis, portos e praias nos dois lados do Atlântico; “O mar por dentro” contará um pouco da topografia dos animais e minérios do fundo do oceano; “Terra/Mar” abordará o universo imaginário, a vida dos pescadores e as formas de navegação mais comuns.

• Local: Estações do Metrô de Salvador (Campo da Pólvora/ Pirajá)

Conversa Com Escritores

• Dia 9 de Maio – DO MAR DA HISTÓRIA DO MAR DAS PALAVRAS – Conversa com a escritora Alexandra Lucas Coelho
Conversa com a escritora e lançamento do seu mais recente livro publicado no Brasil: Deus Dará.
Alexandra é uma escritora portuguesa, jornalista, editora, trabalhou por muitos anos, cobrindo conflitos em diversas partes do mundo. Tem 11 livros publicados (cinco de não-ficção, quatro romances e dois infanto-juvenis). O livro Deus Dará gira em torno de sete personagens contemporâneos e um narrador fora do tempo e dos lugares, que convoca o leitor para um mergulho em 500 anos de história entre Brasil e Portugal.
Local: PAF V – UFBA

Visitas Guiadas ao Gabinete Português de Leitura da Bahia e a 4 fortes de Salvador

• Dias 11 e 18 de maio – Visitas Guiadas ao Gabinete Português de Leitura de Salvador e a 4 fortes de Salvador

Através das fortificações militares e do Gabinete Português de Leitura da Bahia, pretendemos oferecer uma abordagem do passado e presente, analisando os fatos, suas origens, causas e consequências, contextualizando a história, a geografia, a sociologia e a política.

Homenagem ao Professor Hélio Simões

16 de Maio (quinta) Homenagem ao Professor Doutor Hélio Simões

Primeiro catedrático de Literatura Portuguesa na Bahia, Hélio Simões exerceu importante papel nas relações com Portugal, não somente na promoção e nos estudos da literatura e da cultura portuguesa, mas também na presença de escritores e estudiosos portugueses que aqui estiveram, viveram e trabalharam graças a convite do professor Hélio Simões. Dentre eles podemos citar: Eduardo Lourenço, Adolfo Casais Monteiro, Vitorino Nemésio, Hernani Cidade.

Convidados: Cid Seixas (UFBA), Francisco Lima (UEFS),Fátima Lima (UFBA)
Horário: 16h
Local: Gabinete Português de Leitura

Centenário de SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDERSEN

5 e 6 de Junho – Homenagem a SOPHIA DE MELLO BREYNER.

O colóquio prestará homenagem a uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Sophia de Mello Breyner Andersen a primeira mulher portuguesa a receber o Prêmio Camões, o mais importante galardão literário da língua portuguesa, em 1999.

Composto por quatro sessões de conferências, seguidas de concerto musical, exibição de filme e declamações poéticas, onde especialistas refletirão sobre a obra da autora.

Programação:

Um concerto para o mar de Sophia – pianista Isabela Perazzo
Exibição do filme Sophia de Mello Breyner O nome das Coisas

Local: Museu de Arte da Bahia, Museu de Arte Sacra

Experiências Gastronômicas Portugal/Bahia

• De 08 e 09 de junho: Experiências Gastronômicas Portugal/Bahia

A cozinha de sensações traz para o público de Salvador uma inusitada experiência gastronômica. Com releituras de pratos portugueses e baianos, a ação leva para o público uma experiência com sabores de “além mar” jamais vista. Serão convidados chefes de referência na culinária baiana e portuguesa para desenvolverem pratos exclusivos.

Para a Cônsul-Geral de Portugal, Nathalie Viegas, “Salvador é uma das cidades brasileiras que mais preservam a ligação com Portugal, desta forma, faz todo sentido que tenhamos um projeto para celebrar essa história.

5 de maio: Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na C.P.L.P.

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História da Língua Portuguesa

Além de Portugal, o português é a língua oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Também, é uma das línguas oficiais da região administrativa especial chinesa de Macau (ao lado do chinês) e de várias organizações internacionais, como o Mercosul, Organização dos Estados Ibero-Americanos, União de Nações Sul-Americanas, Organização dos Estados Americanos, União Africana, União Europeia, e da Organização das Nações Unidas, sendo a primeira língua falado por mais de 250 milhões de pessoas.

Há também significativas comunidades de imigrantes falantes do português em muitos Países, como Andorra, Austrália, Bermuda, Canadá, Curaçao, França, Japão, Jersey, Luxemburgo, Namíbia, Paraguai, África do Sul, Suíça, Venezuela e Estados Unidos. Em algumas partes do que era a Índia Portuguesa, como Goa e Damão e Diu, o português ainda é falado, embora esteja em vias de desaparecimento. Também foi utilizada como língua franca exclusiva na Ilha do Sri Lanka (antigo Ceilão) por quase 350 anos. Durante esse tempo, muitas línguas crioulas baseadas no português também apareceram em todo o mundo, especialmente na África, na Ásia e no Caribe.

Mas, qual é a origem da 5ª língua mais falada no Planeta Terra?
Apesar de ter tido influências muito próprias, a Língua Portuguesa tem origem no Indo-Europeu, tal como quase todos os outros idiomas falados na Europa e na Ásia (exceto o árabe, o chinês, o japonês e alguns idiomas do sudoeste asiático), por mais distintos que nos pareçam.

Há muito tempo, o Indo-europeu dividiu-se em 2 grandes ramos: de um lado evoluíram (por exemplo) as línguas faladas na Índia e na Pérsia, do outro, as línguas faladas na Europa. Já no ramo europeu, novas ramificações surgiram, nascendo assim as variantes germânica, latina e eslava. Para além destas, surgiram ainda outros pequenos ramos, como o grego, o armênio, o albanês e o céltico.

Como o processo de formação de uma língua, é lento, gradual, e alimentado por imensas influências sociológicas que vão desde a geografia, clima, passando por invasões militares e culturais, o seu resultado é igual a qualquer outro “ser vivo”: é único!

O português arcaico [português antigo] surgiu entre o que é hoje, o território da Galiza (região da Espanha que fica a norte de Portugal) e o norte de Portugal, e deriva – na maior parte – do latim vulgar (o latim falado popularmente, sem regras escritas e gramaticais definidas), com influências de outras línguas de outros povos que, até então, tinham passado por ali.

Após a queda do Império Romano, coincidindo com as invasões bárbaras no século V, emergiu a sua segunda fase de diferenciação em relação às outras línguas românicas.

A partir de 711, com a invasão islâmica da Península Ibérica, o árabe tornou-se a língua de administração das áreas conquistadas. Contudo, a população continuou a usar as suas falas românicas populares, o moçárabe. A influência árabe na língua, foi relativamente pequena. O seu efeito principal foi no léxico, com a introdução de cerca de mil palavras.

Com a reconquista dos reinos Ibéricos aos mouros, formaram-se pequenos reinos independentes. O Reino de Portugal separou-se, assim, do Reino de Castela e, logicamente, da sua irmã e vizinha Galiza. Isto fez com que o idioma, tivesse começado a dividir-se em dois: português para um lado e galego para o outro. Hoje em dia, é difícil imaginar como numa pequena região que incluía apenas o norte de Portugal e a Galiza possam ter surgido 2 idiomas diferentes. Para perceber como isto aconteceu, basta entender que, à época, as comunicações e as estradas eram muito rudimentares, provocando – naturalmente – o isolamento das populações.

O primeiro grande passo para o nascimento oficial da Língua Portuguesa, surgiu com o testamento do Rei D. Afonso II, em 1214 [algumas décadas após a independência de Portugal], mas, o português, só passou a ser adotado como língua oficial do Reino de Portugal, em 1297, no reinado de D. Dinis.

A partir dos séculos XV e XVI, quando Portugal iniciou a sua aventura marítima global, a Língua Portuguesa espalhou-se pelo mundo e chegou a todos os continentes. Durante esta época, o português era considerado como sendo a Língua Franca, ou seja, uma espécie de idioma universal utilizado para comunicar entre pessoas de idiomas diferentes, tal como acontece hoje com a Língua Inglesa. Por este motivo, há muitas outras línguas que têm incorporado no seu léxico, adaptações populares da língua portuguesa, como por exemplo:

Língua na língua Em português
indonésio sekolah escola
inglês caste casta
japonês bateren padre
konkani (Índia) zonel janela
malaio bendera bandeira
suaíle (Quénia; Uganda…) mesa mesa
tetum (Timor) paun pão

Como é uma língua falada por imensas realidades distintas, atualmente, a Língua Portuguesa também incorporou ao seu léxico, palavras de outras origens, tais como, asiática, africana e tupi:

Língua Na língua Em português
Algonquiano (Canadá) moccasin mocassim
árabe shiikh xeque
aramaico abba abade
balti (Índia) polo polo (hipismo)
cantonês (China) shî-yaū soja
cingalês (Sri Lanka) toramalli turmalina
guguyimidjir (Austrália) gaNurru canguru
inuíte (Canadá) qajaq caiaque
cantonês (China) cha chá
mongol (China) orda horda
náuatle (Asteca / México) tomatl tomate
tâmil (Mianmar) kattu-maram catamarã
tonganês (Polinésia) ta-bu tabu
tupi (Brasil) jaguara jaguar
uólofe (Senegal/Gâmbia) banana banana

Súmula elaborada por António Pinho da Cunha

Visita guiada revela segredos de fortes de Salvador

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Continuam abertas as inscrições para as visitas guiadas aos fortes de Santo Antonio da Barra, de Santa Maria, de São Diogo e de Santo Antonio Além do Carmo, nos dias 11 e 18 de maio.

Acompanhados por um historiador, os participantes vão conhecer as fortificações militares erguidas nos séculos XVI e XVII, as razões para que fossem instaladas naqueles locais e a estratégia utilizada pelos reis de Portugal na defesa da primeira capital do Brasil.

A iniciativa integra o projeto ‘Bahia-Portugal: pontos que nos unem”, de autoria do Consulado Geral de Portugal na Bahia, Cátedra Fidelino de Figueiredo, Gabinete Português de Leitura da Bahia e a Emo7ion Tour, especializada em turismo personalizado.

Inscrições e mais informações pelo email emo7ion@emo7iontour.com e pelo WhatsApp 71.99334.0015 e 71.99204.0661.

Foto: Roberto Tonera (fortalezas.org)