Monthly Archives: outubro 2019

PORTUGUESES DE PAPEL

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Personagens Portuguesas da Ficção Brasileira

No passado dia 9 de outubro, a sala Agostinha da Silva do Gabinete Português de Leitura da Bahia, pareceu muito pequena em face dos seus ilustres convidados

Estava a acontecer a 7ª Jornada Regional sobre Personagens Portuguesas da Ficção Brasileira “Portugueses de Papel”.

Logo no início da página do projeto, podemos ler:

Não faltando razão a Ortega y Gasset(1) ao afirmar que o colonizador europeu se tornou um homem novo quando se fixou no Novo Mundo, posto que a adaptação a um ambiente diferente e a um novo tipo de sociedade e de economia, assim como o contacto com outros grupos humanos e outras culturas experiências, fatalmente o modificaram, são, sem dúvida, profundas as diferenças que, bem cedo, o separaram das populações locais. No caso português, chamam a atenção os aspectos que já no período colonial distinguiram, e até mesmo opuseram, reinóis e mazombos.”

A figura do português emigrado para o Brasil, desde a colonização até à atualidade, tem sido amplamente estudada pela História e pela Sociologia. Tais estudos indicam, com frequência, uma polarização entre a figura do colonizador rico e explorador, que, por vezes, regressa à terra natal, e a do português pobre e rude, que se foi integrando nas camadas subalternas da sociedade brasileira. Embora se saiba que, desde sempre, a ficção brasileira inclui numerosas personagens portuguesas, o mais das vezes «emigradas» para o território americano, parte integrante de Portugal até à declaração de Independência do Brasil – ocorrida a 7 de setembro de 1822 – não se encontram, até ao momento, estudos aprofundados e abrangentes sobre o assunto.

Assim sendo, o Grupo de Investigação 6 do CLEPUL(2) e a Cátedra Infante Dom Henrique, do mesmo Centro, criaram um projeto que visa levantar e estudar as personagens da ficção brasileira que, nascidas em Portugal, transitaram temporária ou definitivamente para o território brasileiro, antes ou depois da separação do Brasil do Império colonial português. O objetivo principal deste projeto é a construção de um dicionário online com verbetes em que se analisa a representação das personagens portuguesas na ficção brasileira.

Sob a Coordenação Geral dos professores doutores Vania Pinheiro Chaves (CLEPUL), Ana Maria Lisboa de Mello (PUCRS), Jacqueline Penjon (Sorbonne Nouvelle) e Tania Martuscelli (University of Colorado), o dicionário em causa integra uma Comissão Científica formada por numerosos especialistas na matéria e congrega uma ampla equipe de pesquisadores pertencentes a diversas Instituições e Universidades nacionais e estrangeiras.

O público manifestou um interesse acrescido nas apresentações e representações desses “Portugueses de Papel, na produção romanesca brasileira da sua origem até à atualidade.

Eis o link para a reportagem fotográfica:https://photos.app.goo.gl/WxW1QJ11XahFdg6T9

Boas-vindas aos novos sócios do Gabinete

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Passava pouco das 9 horas da manhã de um sábado (21 de setembro), quando o Presidente em exercício do Gabinete Português de Leitura da Bahia (Abel Travassos), deu início ao discurso de boas-vindas aos novos sócios da entidade.

Clique aqui, para ir para a reportagem fotográfica do evento


O disco solar brilhava sobre o céu da cidade de Salvador, a Praça da Piedade vivia o seu reboliço natural das manhãs de sábado, mas, dentro do Edifico do Gabinete, a atenção e a expectativa eram regra.


Além do Presidente, dos novos sócios e seus familiares, estavam também presentes os funcionários, Vice-Presidente e alguns Diretores da instituição.
Ali, os discursos proferidos pelo Presidente, Vice Presidente (Luis Guilherme Pereira) e Diretor de Cultura (António Cunha), foram no sentido de evidenciar o prestigio e a responsabilidade de sermos sócios de uma instituição como esta, ilustrar a importância do Gabinete no contexto histórico de defesa da cultura e da língua portuguesa na Bahia ao longo do tempo, enquadrar as várias personagens ilustres que por ali passaram, enumerar os diversos projetos que estão a acontecer e, de outros, que se preveem que ocorram num futuro próximo, sem esquecer de enumerar as dificuldades e as necessidades atuais.


Fez-se uma visita guiada às instalações, que teve como ponto máximo, a interpretação musical ao Piano, de autores clássicos, por um desses novos sócios.


Graças também a eles, a cultura e a língua portuguesa passaram a contar com mais alguns defensores entusiastas.

Homenagem à “Santa Dulce dos Pobres”

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A Direção do Gabinete Português de Leitura da Bahia presta assim, de forma singela, a sua homenagem à canonização do anjo bom da Bahia, pelo Papa Francisco.

Segundo o expresso no livreto da cerimônia no Vaticano, “A sua dedicação aos pobres tinha raiz sobrenatural“, sendo-lhe atribuídos dois milagres. Também nesse mesmo livreto, é afirmado que a “Irmã Dulce concretizou plenamente a sua ação caritativa com a fundação de uma associação de obras sociais e a construção de uma casa de acolhimento, o ‘Albergue Santo Antônio’“, além de que, a “Sua caridade era maternal, carinhosa. A sua dedicação aos pobres tinha uma raiz sobrenatural e do Alto recebia forças e recursos para dar vida a uma maravilhosa atividade de serviço aos últimos“.

Além da primeira santa de origem brasileira – a “Irmã Dulce” – foram canonizados outros quatro beatos: o britânico John Henry Newman, a italiana Giuseppina Vannini, a indiana Mariam Thresia Chiramel Mankidiyan e a suíça Marguerite Bays.

A cerimônia solene foi realizada na praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano, com a presença de numerosos bispos, arcebispos e cardeais, assistida por autoridades dos cinco países, entre eles o príncipe Charles (herdeiro do trono britânico), o presidente da Itália (Sergio Mattarella) e, obviamente, por diversas autoridades de diversos poderes do Brasil, além de numerosos jornalistas e fiéis devotos

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, nasceu em Salvador da Bahia em 1914 e dedicou sua vida a servir os pobres e os mais necessitados.

Depois de concluir a sua formação acadêmica de nível superior, ingressou como noviça na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, desenvolvendo o seu trabalho, sobretudo como enfermeira e professora.

Em Salvador, desenvolveu um intenso trabalho social, tendo ajudado a fundar hospitais de caridade e construído uma das maiores obras de assistência social gratuita do país. Conhecida como “anjo bom da Bahia“, ela faleceu aos 77 anos.

A Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus foi fundada em 1910, em Santarém, Pará, Brasil. O principal objetivo, na fundação, foi o serviço ao povo da Amazônia, através da educação da juventude e de crianças órfãs.

A Congregação logo se expandiu por vários Estados do Brasil. Em decorrência dessa expansão, a Congregação internacionalizou-se, deparando-se com diversos aspectos culturais diversos às quais as Irmãs teriam que inculturar-se, mas conservando-se fiéis às suas identidades de Missionárias da Imaculada Conceição, de acordo com a Regra Franciscana.

Atualmente, a Congregação está presente nos quatro Continentes: Americano, Europeu, Asiático e Africano.