Monthly Archives: novembro 2019

Visita Guiada do Colégio Horácio Pires de Lima, da cidade de Miguel Calmom

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Na tarde de quinta-feira, o Gabinete recebeu a visita dos alunos que frequentam o 9º ano do ensino fundamental no Colégio Horácio Pires de Lima, município de Miguel Calmon (município de cerca de trinta mil habitantes, localizado na região da chapada-norte baiana e situado a cerca de 360 quilômetros a noroeste da cidade de Salvador).

Os alunos – acompanhados do Diretor e de mais três docentes do dito Colégio – mostraram-se entusiasmados com a descoberta do estilo arquitetônico do edifício do Gabinete, tal como, da exposição de miniaturas navais (com embarcações à escala, que mostram parte da aventura humana na evolução naval dos últimos seis séculos, inclusive, com algumas réplicas de navios que entraram recentemente para a história contemporânea).

Apesar da faixa etária e do nível de escolaridade do grupo de estudantes, emergiram perguntas muito assertivas e pertinentes, tais como “qual foi o propósito dos fundadores na criação do Gabinete?”, “qual a importância do Gabinete no desenvolvimento cultural em Salvador?”, “quais são as fontes de financiamento da instituição?” etc.

Eis o link para a reportagem fotográfica completa desta visita: https://photos.app.goo.gl/5S24QLk4YYPLReSq7

Aos poucos, fomos respondendo que, o Gabinete foi criado em 1863 com a finalidade de constituir-se como polo de desenvolvimento da cultura e da língua portuguesa na Bahia e, que, como corolário do que as várias gerações de pessoas (que por aqui têm passado) conquistaram, temos o privilégio de terem estado aqui presentes, os maiores nomes da cultura e da língua em português de todos os continentes.

Rematamos as perguntas, informando que, apesar de toda a Direção do Gabinete se dedicar de corpo e alma à instituição – de forma totalmente voluntária – os únicos rendimentos regulares que o Gabinete dispõe, são parcos, e vêm de um estacionamento numa das laterais do edifício e das cotizações dos seus sócios.

Pedimos a ajuda daqueles estudantes na divulgação das ações do Gabinete, porque, como a instituição precisa de restauro urgente em algumas das suas áreas físicas, toda a ajuda é imprescindível para que, mesmo que só se obtenha pouco, pelo menos que esse pouco seja o suficiente para, por exemplo, consertar o telhado ou, consertar um dos seus pisos, ou…

Apresentamos também um resumo sobre aventura da raça humana e a evolução, em conjunto com essa viagem, das nossas raízes linguistas, desde os nossos primórdios africanos, a passagem física para o oriente médio e a colonização subsequente da raça homo sapiens, por todo o planeta e -milênios mais tarde – a consequência direta da expansão marítima, tanto no reencontro de todos nós e de todas as nossas experiências, como na evolução do índice de desenvolvimento humano à escala planetária.

Alertamos que – como a ciência sobejamente já provou – atualmente não existem outras raças humanas além da nossa [homo sapiens], apesar de vulgarmente alguns verbalizarem a existência de “raça negra” ou “raça branca” [ou..]. As diferenças visíveis de cor de pele, cabelo, cor dos olhos ou de um outro detalhe físico [por exemplo, nariz, tipo achatado ou olhos em bico], só retratam a adaptação do corpo humano à exposição solar e à temperatura ambiente, ou seja, que caso se deparem com alguma manifestação racista (ou de qualquer outra forma de segregação), que entendam de imediato que essa demonstração só evidencia, por parte de quem a emitiu, falta de conhecimento e de caráter (no mínimo).

Alunos de Literatura Portuguesa da Universidade Católica do Salvador no Gabinete

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Na passada quarta-feira, dia 20 de novembro, o Gabinete recebeu os alunos das disciplinas de Literatura Portuguesa da Universidade Católica do Salvador, acompanhados da respectiva professora, a Doutora Lícia Margarida de Oliveira.

Eis o link para a reportagem fotográfica completa desta visita:https://photos.app.goo.gl/ZRux1ECExMTk6Xmy5

Seguindo uma sugestão da Dra. Lícia, fizemos alguns comentários a escritores portugueses, com predominância em Luís Vaz de Camões e em Eça de Queirós, para que aqueles visitantes ficassem enquadrados no tempo, e assim, com essa explanação, evidenciarmos ainda mais o porquê de considerarmos estes autores, gênios universais, além do que é comum aflorar-se.

Assim, a nossa abordagem a cada um deles, começou por privilegiar o enquadramento histórico (com incidência na parte econômica e social) de cada época, onde se inseriam.

Sobre Camões, além do caráter épico da obra “Os Lusíadas”, salientamos o facto de este autor (entre os grandes poetas da literatura clássica universal), ter sido o único a ter vivenciado os “quatro cantos do mundo” e que, talvez por isso, a sua obra seja tão rica, universal e intemporal. Deste poeta da universalidade – que viveu numa era de divisão formal do mundo entre Portugal e Espanha, e onde o latim era a língua oficial erudita – destacamos que, com “Os Lusíadas”, Camões conseguiu elevar a a língua portuguesa a um patamar, como poucas.

Abordamos também a condição financeira precária (que sempre rodeou Camões), o caráter de crítica social e política visíveis na sua obra, mas destacamos que, em toda a sua obra, o amor é o sentimento constante e permanentemente exaltado.

Expomos também Eça de Queirós, ao cenário político e social que o antecedeu [sobretudo com as diversas crises que assolaram Portugal desde o terramoto de 1755, passando pelas invasões espanholas e francesas e a guerra civil]. Continuamos, afirmando que em Eça, há uma permanente caricatura aos ambientes sociais, intelectuais e políticos, temperada com um humor satírico, com especial incidência em Os Maias.

Destacamos que, o imenso talento e visão literária deste gênio da literatura (conhecido em todo o mundo por obras como ‘O Crime do Padre Amaro‘, ‘Os Maias‘ ou ‘O primo Basílio‘), criou o “português moderno”.

Por último, terminamos com alguns comentários (com enquadramento) a outros autores portugueses contemporâneos, como são exemplo José Saramago e walter hugo mãe.