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Aula sobre cristãos-novos movimenta GPL; assista aqui

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A participação de Marquês de Pombal no processo de declínio do Santo Ofício, revelações de cultos judaicos na Bahia no período colonial e o processo de nacionalidade aos descendentes de Judeus Sefarditas foram alguns dos temas tratados no programa “Cristãos-novos na Bahia: 200 anos sem Inquisição”, promovido pelo Gabinete Português de Leitura na última terça-feira, 23.

Participaram da apresentação a professora Suzana Severs, doutora em História Social pela Universidade de São Paulo e a professora Elaine Santos, integrante do Grupo de Pesquisa História da América Portuguesa, com foco na história dos cristãos-novos. A mediação foi do diretor de Cultura do Gabinete Português de Leitura, Flávio Novaes.

Clique aqui e assista ao programa.

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Exposição reúne depoimentos sobre vida e obra de José Saramago

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Em homenagem ao escritor José Saramago, o Gabinete Português de Leitura apresenta a exposição “Olhares Cruzados sobre José Saramago”, de 24 a 30 de novembro de 2021, com visitação das 10h às 12h e das 13h às 16h. Instalada na Biblioteca Infante D. Henrique, a mostra contém painéis, cedidos pelo Instituto Camões, com depoimentos de amigos, críticos e admiradores do escritor português, à época do recebimento do Prêmio
Nobel de Literatura, atribuído ao conjunto de sua obra, em outubro de 1998, portanto, há 23 anos.

Filho e neto de camponeses, José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, província da Ribatejo, no dia 16 de novembro de 1922. Fez estudos secundários (liceu e técnico) que, por causa de dificuldades econômicas, não pode prosseguir. Seu primeiro emprego foi como serralheiro mecânico, além de ter exercido outras profissões como desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista. Publicou Terra
do Pecado, em 1947. Trabalhou como crítico literário na Revista Seara Nova, fez parte da Redação do jornal Diário de Lisboa, pertenceu a primeira Direção da Associação Portuguesa de Escritores e foi presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores, além de diretor adjunto do jornal Diário de Notícias.

Dentre alguns depoimentos à disposição do público estão: “Os brasileiros também se sentem premiados”, declarou Rachel de Queiroz ao jornal de Notícias. “É uma consagração de Saramago, mas também da literatura portuguesa no seu conjunto…”, pontuou ao mesmo impresso, o escritor José Manuel Tengarrinha. “…O mundo aprendeu os portugueses, a dor portuguesa, a melancolia portuguesa, a esperança e o júbilo portugueses, o quente e efusivo amor português ao ler os livros deste homem seco, sábio, sereno, grave, eternamente preocupado com o rigor do pensamento e com a
geometria da palavra”, contribuiu Baptista-Bastos, em publicação na Revista Camões, n.3.

José Saramago escreveu: Terra do Pecado, 1947; Os Poemas Possíveis, 1966;
Provavelmente Alegria, 1970; Deste Mundo e do Outro, 1971; A bagagem do Viajante, 1973; O Ano de 1993, 1975; Os Apontamentos, 1976; Manual de Pintura e Caligrafia, 1977; Objeto Quase, 1978; Poética dos Cinco Sentidos, 1979; A Noite (1979); Levantado do Chão (1980); Viagem a Portugal, (1981); Memorial do Convento, 1982; O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984; A Jangada de Pedra, 1986; A Segunda Vida de Francisco de Assis, 1987; História do Cerco de Lisboa, 1989; O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1991; A Caverna, 2000; O Homem Duplicado, 2002; As Pequenas Memórias, 2006; O Caderno, 2009; Caim, 2009.

Foi Comendador da Ordem Militar de Santiago de Espada (1985); Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras Francesas (1991); Prêmio Camões (1995); Doutor Honoris Causa (1999), pela Universidade de Nottinghan, na Inglaterra; Doutor Honoris Causa (2004), pela Universidade de
Coimbra. Em 2007 criou a Fundação José Saramago. Morreu em 18 de junho de 2010.

A Revista de Cultura e Literatura de Língua Portuguesa QVINTO IMPÉRIO, editada pelo GPL, em seu número 23 (2009-2010), em homenagem a José Saramago, está à venda na Biblioteca da instituição.

A iniciativa integra a programação do projeto “Gabinete Português de Leitura: a cultura portuguesa viva na Bahia”, com apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

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Uma viagem à Índia finaliza primeira temporada de Diálogos Atlânticos

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Diálogos Atlânticos, uma parceria do Gabinete Português de Leitura da Bahia com o jornal português Sinal Aberto (sinalaberto.pt), chega ao fim da primeira temporada com um livro-epopeia. Uma viagem à Índia, do angolano Gonçalo M. Tavares, é a obra a ser discutida na próxima quinta-feira (25.11) às 18 horas (Brasil) e 22 horas (Portugal). A transmissão será pelo canal do Gabinete Português de Leitura no YouTube.

O romance traz a inevitável comparação com Os Lusíadas, de Camões, e é um considerado um dos grandes livros da literatura em língua portuguesa.

Sandro Ornellas, da Universidade Federal da Bahia, e Osvaldo Silvestre, da Universidade de Coimbra, provocador e moderador, trazem como convidados o escritor Reginaldo Pujol Filho e Raquel Gonçalves, doutoranda da Universidade de Coimbra, que prepara uma tese sobre Gonçalo M. Tavares.

Os debates, iniciados em maio passado, já trataram das seguintes obras e autores, sempre com transmissão pelo canal do YouTube do Gabinete Português de Leitura: Catatau, de Paulo Leminski; A máquina de fazer espanhóis, de Walter Hugo Mãe; Nós matámos o cão tinhoso, de Luis Bernardo Honwana; e Niketche: uma história de poligamia, de Paulina Chiziane.

O projeto Diálogos Atlânticos continua em 2022, inicialmente com o mesmo formato telepresencial. Mas deve ser ampliado e, em um segundo momento, presencial, com debates no prédio do Gabinete Português de Leitura, na Praça da Piedade, em Salvador.

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Inquisição é tema de palestra no Gabinete Português de Leitura

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As atividades do Tribunal do Santo Ofício, sediado em Lisboa e com atividades nas colônias portuguesas serão tema da palestra “Cristãos-novos na Bahia: 200 anos sem Inquisição”, promovida pelo Gabinete Português de Leitura no próximo dia 23, às 18 horas, em transmissão pelo canal do YouTube do Gabinete.

Suzana Severs, doutora em História Social pela Universidade de São Paulo e mestre em Língua hebraica, literatura e cultura judaicas também pela USP, vai dividir a apresentação com a professora Elaine Santos, integrante do Grupo de Pesquisa História da América Portuguesa, com foco na história dos cristãos-novos.

A Inquisição foi estabelecida no Brasil Colônia em 1536 e só abolida em 1821, em meio à chama Revolução Liberal do Porto e às vésperas da Independência do Brasil. Suzana vai abordar o período colonial e os últimos dia da Inquisição, enquanto Elaine concentrará a exposição dos descendentes dos cristão novos na Bahia, muitos reunidos no Sudoeste do Estado.

A iniciativa integra a programação do projeto “Gabinete Português de Leitura: a cultura portuguesa viva na Bahia”, com apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

SERVIÇO
23 de novembro
Cristãos-novos na Bahia: 200 anos sem Inquisição
Canal do Youtube do Gabinete Português de Leitura
www.gplsalvador.org

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Exposição homenageia Eça de Queirós na biblioteca Infante D. Henrique

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“Eça de Queirós. Marcos Biográficos e Literários 1845-1900” é tema de exposição em cartaz na Biblioteca Infante D. Henrique do Gabinete Português de Leitura, de 5 a 12 de novembro de 2021, das 10h às 12h, e das 13h às 16h. Seguindo todos os protocolos sanitários, o público terá a oportunidade de conferir, através de 23 cartazes ilustrativos e didáticos, confeccionados pelo Instituto Camões especialmente para o Gabinete, a biografia, bibliografia e iconografia de Eça de Queirós.

O escritor e diplomata português José Maria Eça de Queirós nasceu em 25 de novembro de 1845, em Póvoa de Varzim. Era filho de Carolina Augusta Pereira d´Eça e Dr. José Maria d´Almeida Teixeira de Queiroz. Criado pelos avós paternos, formou-se em Direito em 1866 (Universidade de Coimbra), passando então a morar em Lisboa, na casa de seus pais e a trabalhar como advogado e jornalista. Mais tarde, passou a fazer parte do Cenáculo (um grupo de intelectuais que discutia arte, política e ciência), tornou-se Administrador do Concelho de Leiria, foi nomeado cônsul e tomou posse em Havana, sendo sócio-correspondente da Academia Real das Ciências, além de ter sido nomeado cônsul em Paris.

É autor de romances de reconhecida importância como “O Crime do Padre Amaro” e “Os Maias” (considerado o melhor romance realista português do século XIX). São obras de Eça de Queirós: Primeira fase: Prosas Bárbaras, póstuma (1905); Mistério da Estrada de Sintra (1871). Segunda fase: O Crime do Padre Amaro (1875); O Primo Basílio (1878); O Mandarim (1879); A Relíquia (1887). Terceira fase: Os Maias (1888); A Correspondência de Fradique Mendes (1900); A Cidade e as Serras, (1901). Literatura de viagem: Uma Campanha Alegra, (1891); Cartas de Inglaterra (1903); Ecos de Paris (1905); O Egito (1926).

Na mostra estão fotografias de família, anotações de viagens, principais obras e cenários representativos, homenagens aos personagens principais, aos amigos, a vida em Paris, dentre outras curiosidades. O escritor foi casado com Emília de Castro Pamplona Resende, com quem teve quatro filhos: António Eça de Queiroz, Alberto Eça de Queiroz, Maria Eça de Queirós, José Maria Eça de Queiroz. Morreu no dia 16 agosto de 1900, em sua residência, Neuilly-sur-Seine, perto de Paris.

A iniciativa integra a programação do projeto “Gabinete Português de Leitura: a cultura portuguesa viva na Bahia”, com apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

SERVIÇO
5 a 12 de novembro
Eça de Queirós. Marcos Biográficos e Literários 1845-1900
Gabinete Português de Leitura (Praça da Piedade, s/n)
www.gplsalvador.org