António Guterres é o primeiro português a receber o prêmio Carlos Magno

30 de maio de 2019 Comunidade, Notícias

O prêmio, que o britânico Wiston Churchill, o presidente francês, Emmanuel Macron, o presidente americano Bill Clinton, os papas Francisco e João Paulo II, a chanceler alemã, Angela Merkel e o espanhol Felipe González também receberam, deve o seu nome ao imperador Carlos Magno (742-814), que lutou pela unificação da Europa e governou uma parte do continente a partir de Aachen (oeste da Alemanha).

Este Prémio distingue desde 1950 personalidades que tenham contribuído para a unidade do continente europeu.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, o português António Guterres, foi galardoado com o prestigiado prêmio alemão Carlos Magno, que reconhece as contribuições para a unidade da Europa.

O comité que atribui o galardão indicou que Guterres é “um destacado defensor do modelo europeu de sociedade, do pluralismo, tolerância e diálogo, de sociedades abertas e solidárias, do fortalecimento e consolidação da cooperação multilateral“.

O antigo primeiro-ministro português e Alto Comissário da ONU para os Refugiados e atual Secretário Geral das Nações Unidas, junta-se a uma lista muito exclusiva de premiados.

O atual Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou Guterres, o primeiro português a receber Prêmio Carlos Magno.

Segundo uma nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado “enviou uma mensagem calorosa” a António Guterres, “primeiro galardoado português” com este prêmio.

Marcelo Rebelo de Sousa defende que, neste momento, “é particularmente relevante e significativa a atribuição a António Guterres do prestigiado prémio – na senda de personalidades que tanto contribuíram para a unidade da Europa como Jean Monet, Konrad Adenauer, Winston Churchill, François Mitterrand, Papa João Paulo II, Angela Merkel e Emmanuel Macron“.

O Presidente considera que “a Europa atravessa um momento histórico determinante, a nível interno e no contexto mundial“, e que Guterres é um símbolo “da importância do modelo europeu de uma sociedade plural e solidária, comprometida com a cooperação multilateral e assente em valores, princípios e objetivos de futuro ao serviço das pessoas“.

De acordo com o chefe de Estado, o secretário-geral das Nações Unidas é “um exemplo e uma demonstração do que Portugal tem de melhor“, pela sua “inteligência superior” e “brilhante capacidade de antevisão e equação dos desafios e soluções a nível global” e pelo “modo ímpar como cria e fomenta o diálogo, constrói pontes, fomenta a paz e aproxima as pessoas“.

António Guterres iniciou funções como secretário-geral das Nações Unidas a 1 de janeiro de 2017.

A atribuição deste galardão foi anunciada em janeiro pelo respetivo comité, que apontou o antigo primeiro-ministro português e ex-Alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados como “um destacado defensor do modelo europeu de sociedade, do pluralismo, tolerância e diálogo, de sociedades abertas e solidárias, do fortalecimento e consolidação da cooperação multilateral“.