festa da sardinha portuguesa2 (2)

Sardinhada à Portuguesa

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No Brasil, é comum associar a tradição da culinária portuguesa ao bacalhau. Óbvio que “existem mais de 1001 maneiras” de confeccionar o bacalhau, mas, para além deste peixe, os portugueses costumam ter também na sua ementa normal, uma miríade de tantos outros peixes. Não é à toa que Portugal é o 3º país do mundo que mais consome peixe.

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Augustina Bessa

Morreu Agustina Bessa-Luís, a escritora que elevou a literatura portuguesa a um outro nível

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A primeira palavra que vem à cabeça quando se recorda Agustina Bessa-Luís é “escritora“. Depois, é impossível não se pensar na cidade do “Porto“. A seguir “Sibila“, o seu terceiro livro, no qual a protagonista tem o dom de influenciar a vontade dos que a cercam. Quase que se poderia dizer desta capacidade da personagem que se assemelha à da própria escritora, já que a ninguém passava despercebida tal era o modo como a sua personalidade se impunha em qualquer espaço.

Agustina Bessa-Luís morre aos 96 anos, a meia centena de quilômetros da Vila Meã que a viu nascer a 15 de outubro de 1922, depois de ter assistido e participado em muitos acontecimentos das últimas décadas da sociedade portuguesa. Tal como acontecia no romance Sibila, onde ao narrar grande parte de um século da história do país, 1850 a 1950, uma época que se tornava um arquivo de factos que lhe proporcionaram muitas histórias da História. Que desfazia qualquer parecença com o título da sua primeira obra de 1948, a novela Mundo Fechado, porque, apesar de muito do seu mundo se situar em grande parte no cenário do Douro e do Minho, abriu-o a narrativas fascinantes como seria As fúrias (1977), a contos em A Brusca (1971), a romances históricos como A Monja de Lisboa sobre Maria da Visitação (1985), a biografias como a de Santo António (1979) ou Marquês de Pombal (1981), a ensaios como os de Dostoievski e a peste emocional (1981) ou Camilo e as circunstâncias (1981), a várias peças enquanto dramaturga como Garrett: O eremita do Chiado (1998), a oito adaptações ao cinema por Manoel de Oliveira e uma de João Botelho, a autobiografia O Livro de Agustina (2002), o relato de viagem Embaixada a Calígula (1961) e ainda na literatura infantil, como Dentes de rato (1987), entre outros títulos em cada um destes gêneros.

O estilo de Agustina pertencia, segundo classificava o pensador Eduardo Lourenço, à corrente neorromântica, em muito influenciado pela obra de Camilo Castelo Branco. Mas a sua vida também continha inúmeros episódios que rivalizavam com as invenções daquele escritor, afinal o seu pai deixara a família de lavradores e com 12 anos de idade emigrara para o Brasil. Aí, fez fortuna, tendo regressado e iniciado uma vida profissional nas áreas do espetáculos e do jogo que também inspiraram a escritora. Por seu lado, a mãe descendia de uma espanhola de Zamora. Como os pais mudavam de residência frequentemente, Agustina encontrou a paz na infância e na adolescência nas férias que passava na região do Douro, na casa do avô, que tinha uma boa biblioteca. Grande leitora dos clássicos franceses e ingleses, rapidamente o romance a seduz, sendo que se dedica às experiências na escrita ainda muito nova. Designadamente com dois romances em que usa o pseudônimo de Maria Ordoñes, intitulados Ídolo de Barro e Deuses de Barro.

Também no casamento a sua vida é diferente, pois casa em 1945 com o homem que lhe respondera a um anúncio que pusera no jornal em busca de uma pessoa culta para se corresponder. Como Alberto Luís estuda Direito em Coimbra, viverão aí alguns anos, mais três em Esposende e depois, para sempre no Porto.

Tão diferente da maioria dos autores nacionais, também o foi no ritmo de publicação, pois era raro o ano em que não editava um ou mais livros. A sua longa obra faz a escritora receber a maioria dos importantes prêmios literários nacionais para as obras, o primeiro, Delfim Guimarães, em 1953, e o último, o Grande Prêmio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, em 2001, a par de mais treze distinções. Enquanto escritora também ganhou vário prêmios, o primeiro em 1975, o Adelaide Ristori, do Centro Cultural Italiano de Roma, e o mais recente, em 2005, no Festival Grinzane de Cinema, em Turim, entre outros seis entretanto.

Além da literatura, a autora pertenceu ao conselho diretivo da Comunidade Europeia de Escritores em 1961 e 1962, foi diretora do jornal O Primeiro de Janeiro entre 1986 e 1987, responsável pelo Teatro Nacional D. Maria II entre 1990 e 1993, e membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social, além de pertencer às academias de Ciências, Artes e Letras de Paris, da Brasileira de Letras e das Ciências de Lisboa.

Como que num coroar da sua carreira, em 2004, foi-lhe concedido o Prêmio Camões. Justificação: “o júri tomou em consideração que a obra de Agustina Bessa-Luís traduz a criação de um universo romanesco de riqueza incomparável que é servido pelas suas excepcionais qualidades de prosadora, assim contribuindo para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua comum“.

A escritora estava desde julho de 2006 ausente da vida pública devido a problemas de saúde. Antes, publicara o seu último livro: A Ronda da Noite. Uma coisa é certa, sem Agustina Bessa-Luís, a literatura portuguesa ficou hoje muito mais pobre.

Adaptação de um texto de João Céu e Silva

Outra publicação do Gabinete Português de Leitura da Bahia, sobre a autora:
http://gabineteportuguesdelehttp://gabineteportuguesdeleituraemsalvador.blogspot.com/2018/03/agustina-bessa-luis.htmlituraemsalvador.blogspot.com/2018/03/agustina-bessa-luis.html

Agu

António Guterres é o primeiro português a receber o prêmio Carlos Magno

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O prêmio, que Wiston Churchill, o presidente francês, Emmanuel Macron, o presidente Bill Clinton, os papas Francisco e João Paulo II e a chanceler alemã, Angela Merkel e Felipe González também receberam, deve o seu nome ao imperador Carlos Magno (742-814), que lutou pela unificação da Europa e governou uma parte do continente a partir de Aachen (oeste da Alemanha).

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20190522 Reunião HP (2)

Encontro entre o Gabinete, a Câmara de Comércio e o Hospital Português

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A vitalidade e o dinamismo de qualquer Comunidade se refletem, também, nas diversas laços e protocolos que eventualmente possam estreitar as suas relações. Atualmente, a Direção do Gabinete Português de Leitura da Bahia, procura avidamente o estreitamento desses laços, sobretudo com as outras entidades que representam o universo da Comunidade Portuguesa no Estado da Bahia

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20190523VisitaEspecialistas (7)

Visita de 2 Técnicos Especialistas em Documentação da Biblioteca Nacional de Portugal ao GPL da Bahia

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Estiveram em Salvador, dois Técnicos Especialistas em Documentação da Biblioteca Nacional de Portugal, e teve como objetivo maior, avaliar o espólio literário destes Gabinetes de Leitura e Grêmio Literário e, de estudar a possibilidade de digitalizar os seus exemplares mais relevantes e raros.

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Votantes na Bahia aumentam 300%

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Entre o passado dia 23 e hoje (domingo, dia 26 de maio), cerca de 400 milhões de cidadãos europeus foram às urnas eleger os 751 deputados para o Parlamento Europeu.

As datas das eleições variaram consoante os Estados-membros.

Holanda e Reino Unido foram os primeiros a ir a votos, seguidos de Irlanda, Letónia, Malta e Eslováquia. Na República Checa o voto estendeu-se por sexta e sábado. Todos os outros Estados-membros, incluindo Portugal (que elege 21 eurodeputados), escolheram o dia de hoje para a ida às urnas.

No colégio eleitoral de Salvador com 2.271 inscritos, apesar da ocorrência de uma abstenção expressiva, ocorreu um aumento de votantes superior a 300%, por comparação com o pleito anterior.

O Ato – que decorreu no Consulado Geral de Portugal, em Salvador – contou com um civismo e sentido de dever patriótico elevados, onde os presentes aproveitaram a ocasião para reatar laços de amizade e de procurarem saber de notícias e de eventos da comunidade portuguesa. Desta, estavam alguns dos representantes das seguintes entidades:

Casa dos Açores
Consulado Geral de Portugal
Gabinete Português de Leitura
Hospital Português

Eis os resultados eleitorais de Salvador (Fonte: M.A.I. [Ministério da Administração Interna da República Portuguesa]):