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GPL retoma curso de Gramática e Redação; aulas iniciam em 5 de julho

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Estão abertas as inscrições para o curso Gramática e Redação promovido pelo Gabinete Português de Leitura. As aulas presenciais começam em 5 de julho e serão ministradas no prédio do Gabinete, na Praça da Piedade, pela professora Clarissa Macedo, doutora em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia.

O conteúdo programático, dentre outros assuntos, prevê mecanismos de leitura e interpretação de textos, estrutura da dissertação, produção escrita e gramática normativa conforme o Novo Acordo Ortográfico.

Carga horária de 50 horas. As aulas serão ministradas sempre às terças-feiras, das 14h às 17h.

O investimento é de R$ 450, em 2x no cartão de crédito, ou R$ 430 à vista.

Inscrições no Gabinete Português de Leitura, das 9h às 16h.

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Novas datas para o curso de Metodologia Científica; aulas em julho

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O curso de Metodologia Científica Introdutória, promovido pelo Gabinete Português de Leitura, tem novas datas. As aulas serão realizadas em julho e agosto e serão ministradas, por meio da plataforma Zoom, pelo professor Milton Bernardes Júnior, doutor em Antropologia pela Universidade de Salamanca (Espanha) e mestre em metodologia da didática do Ensino Superior, pela Faculdade de São Bento da Bahia.

O curso tem carga de 30 horas. O investimento é de R$ 200.

Aulas serão ministradas por meio da plataforma Zoom, às terças e quintas, das 19h às 22, a partir de 5 de julho.

O conteúdo do programa trata, dentre outros pontos, dos conceitos de conhecimento, ciência e problema, e das técnicas de pesquisa na elaboração do trabalho científico.

Clique aqui para fazer a inscrição.

Carlos Mota

Pintor português Carlos Mota expõe no Gabinete Português de Leitura

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O Gabinete Português de Leitura recebe, de 20 de abril a 20 de maio, a exposição (DES)Alma, do pintor português Carlos Mota. Sob a curadoria de Abel Travassos, a mostra traz imagens que nos fazem refletir sobre o período de distanciamento físico, nossas falhas, diferenças e fraquezas. A iniciativa é do Consulado Geral de Portugal em Salvador, em parceria com o Instituto Camões e o Gabinete Português de Leitura.

São 12 obras de grande dimensão nas quais o artista utiliza pigmentos naturais da região de Ouro Preto, em Minas Gerais, com matizes de azul, verde-água e tons de ocre e gris sobre tela. Todas remetem a introspecção. “São as delicadezas humanas, muitas vezes imperceptíveis, que se conformam por meio de figuras esguias e desproporcionadas e que se apresentam como possível espelho para elucubrações íntimas”, diz Rogério Carvalho, curador da exposição realizada em Brasília, no ano passado.

Carlos Mota nasceu em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, pertencente à Região Autônoma dos Açores, em Portugal. Estudou em Bruxelas, onde se formou em Arquitetura de Interiores no Centre des Arts Décoratifs e Pintura na École des Artes D’Ixelles.

Desde 1993 realiza exposições individuais e coletivas, e já levou sua arte em mostras na Itália, Bélgica, Alemanha, Holanda, Dinamarca, México, Canadá, EUA e Brasil.

As obras integram coleções de diversos países, com destaque para a Embaixada de Portugal em Bruxelas e os consulados de Portugal em Boston, nos Estados Unidos, e em Toronto, no Canadá, além de integrar o acervo na Presidência da República, em Brasília. É o primeiro estrangeiro com uma obra exposta na área pública do Palácio do Planalto.

Francisco Senna no GPL

“Temos que conservar essa casa”, diz Francisco Senna em palestra no GPL

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“Temos que conservar essa casa. É um presente da comunidade portuguesa para a Bahia”. A afirmação do professor Francisco Senna, durante a palestra de comemoração dos 159 anos de fundação do Gabinete Português de Leitura, resumiu o sentimento de associados e convidados presentes ao evento na noite de ontem, quinta-feira, 24 de março.

Arquiteto e historiador, Chico Senna discorreu sobre a trajetória do Gabinete, desde a fundação em 2 de março de 1863, aos dias de hoje. Lembrou a importância cultural da instituição e alertou para os problemas ocasionados após as mudanças no trânsito adotadas nos últimos anos nas imediações da Praça da Piedade. “Hoje temos uma desordem instalada em todo o entorno e devemos nos insurgir contra essa situação”, disse.

Do encontro, que contou também com uma apresentação musical do vice-presidente do Gabinete, o saxofonista Daniel Bento, ficou decidida a criação de grupos de discussão e de trabalho a fim de encontrar soluções para as questões de segurança, coleta de lixo e ordenamento do uso do solo.

O presidente do Gabinete Português de Leitura, Rodrigo Leitão, em breve discurso, destacou a união dos portugueses e descendentes ao longo de mais de um século e meio, e, sobre o momento atual, pediu o apoio das autoridades públicas. O diretor de Cultura, Flávio Novaes, falou sobre as atividades desenvolvidas durante a pandemia e o retorno das atividades presenciais em 2023. Por fim, Daniel Bento apresentou o HUB Artes, iniciativa do Gabinete para desenvolver projetos de inovação.

Na plateia, o ex-senador Valdeck Ornelas, o ex-secretário de Turismo Fausto Franco, Alda Líria Fráguas, representando o cônsul de Portugal em Salvador, Jorge Fonseca, e a chefe da Gabinete da Fundação Pedro Calmon, Suely Melo, representando a Secretaria de Cultura do Estado. Também estiveram presentes o historiador e urbanista Paulo Ormindo, o jornalista Luis Guilherme Pontes Tavares, vice-presidente da Associação Bahiana de Imprensa, o presidente da Câmara Portuguesa Ricardo Galvão, além de urbanistas e historiadores.

Gabinete antigo

GPL celebra 159 anos e debate soluções para a Praça da Piedade

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O Gabinete Português de Leitura reúne nesta quinta-feira, 24, às 18 horas, em evento para convidados, historiadores, arquitetos, urbanistas, empresários e autoridades ligadas à área da cultura para celebrar os 159 anos da instituição. Na oportunidade, o professor Francisco Senna fará palestra sobre o tema ‘O Gabinete Português de Cultura e a Cidade do Salvador’.

Será o início de uma série de encontros com o objetivo de debater soluções para o entorno da Praça da Piedade. Ali estão situados, além do Gabinete, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, sede da secional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil, Convento da Lapa, Igreja e Convento de Nossa Senhora da Piedade, Igreja de São Pedro, Center Lapa, Shopping Piedade, Faculdade de Economia da Ufba e Secretaria de Segurança Pública do Estado.

História – Fundado em 2 de março de 1863, o Gabinete Português de Leitura nasceu com a finalidade de reunir “obras de reconhecida utilidade, escritas nos idiomas português e francês, e mais aquelas que posteriormente se julgarem mais precisas, assim como os principais jornais publicados em Portugal e no Brasil”, como diz a ata de fundação.

Funcionou, inicialmente, na Rua Direita do Comércio, próximo ao porto de Salvador. Durante toda a segunda metade do século XIX, mudou diversas vezes de endereço, até chegar, em 1896, à rua do Palácio, atual Rua Chile.

Em 1912, era escolhido um lugar definitivo para a sede. Seis anos depois, em 3 de fevereiro de 1918, Salvador recebia o lindo prédio, com características de monumento, na antiga Praça 13 de maio, hoje Praça da Piedade.

Gabinete1

Gabinete Português de Leitura completa 159 anos de olho no futuro

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O Gabinete Português de Leitura completa nesta quarta-feira, 2 de março, 159 anos, com um olhar para o futuro. Ao comemorar a data, a mais antiga instituição cultural em atividade na Bahia se prepara para dar início às atividades do HUB A.R.T.E.S – Arquitetura, Re-ativação, Tecnologia, Engenharia e Sustentabilidade.

A iniciativa de empreendedores e pesquisadores foca, inicialmente, nas questões ligadas ao prédio do gabinete, na praça da Piedade, inaugurado em 1918: reforma, restauração e modernização. “O hub vai utilizar os conhecimentos dos integrantes do grupo em artes, arquitetura, engenharias e tecnologia, comunicação e direito, para reativar a instituição como protagonista no cenário cultural da Bahia, de maneira criativa e sustentável, cumprindo seu papel de ser referência da cultura portuguesa na Bahia”, explica Daniel Bento, vice-presidente do Gabinete e um dos componentes da equipe.

Os estudos estão em fase avançada e as primeiras ações devem ser anunciadas ainda neste mês. A diretoria do Gabinete vai lançar uma série de atividades para abrir as comemorações dos 160 anos, em 2023.

História – Fundado em 2 de março de 1863 pelos irmãos comendadores Manoel Joaquim Rodrigues e Francisco José Rodrigues Pedreira, o Gabinete Português de Leitura nasceu com a finalidade de reunir “obras de reconhecida utilidade, escritas nos idiomas português e francês, e mais aquelas que posteriormente se julgarem mais precisas, assim como os principais jornais publicados em Portugal e no Brasil”, como diz a ata de fundação. E assim foi.

A primeira sede ocupava um prédio na Rua Direita do Comércio, próximo ao porto de Salvador. Ainda durante toda a segunda metade daquele século, mudou diversas vezes de endereço, até chegar, em 1896, à rua do Palácio, ao lado do sítio de fundação da primeira capital do Brasil.

Em 1912, era escolhido um lugar definitivo para a sede. Seis anos depois, em 3 de fevereiro de 1918, Salvador recebia o lindo prédio, com características de monumento, na antiga Praça 13 de maio, hoje Praça da Piedade.

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Edifíco-sede da Praça da Piedade completa 104 anos

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O Gabinete Português de Leitura da Bahia comemora hoje, 3 de fevereiro, os 104 anos do edifício-sede, situado na Praça da Piedade. Projetado pelo arquiteto italiano Alberto Borelli e construído pelo mestre de obras português Pinto Parente, o prédio tem estilo arquitetônico Neomanuelino, uma joia no centro da cidade.

A primeira sede ocupava um prédio na Rua Direita do Comércio, próximo ao porto de Salvador. Mudou diversas vezes de endereço. Em 1912, enfim, era escolhido um lugar definitivo para a sede. Seis anos depois, em 3 de fevereiro de 1918, Salvador recebia o lindo prédio, com características de monumento, na antiga Praça 13 de maio, hoje Praça da Piedade.

Fundado em 2 de março de 1863 pelos irmãos comendadores Manoel Joaquim Rodrigues e Francisco José Rodrigues Pedreira, o Gabinete Português de Leitura nasceu com a finalidade de reunir “obras de reconhecida utilidade, escritas nos idiomas português e francês, e mais aquelas que posteriormente se julgarem mais precisas, assim como os principais jornais publicados em Portugal e no Brasil”, como diz a ata de fundação. E assim tem sido. Em 2023, o Gabinete Português de Leitura completa 160 anos.

Eu e Cid

A Bahia se despede do professor, jornalista e historiador Cid Teixeira

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O professor, jornalista e historiador Cid Teixeira foi sepultado na tarde desta quarta-feira (22), no Cemitério do Campo Santo, em Salvador. Familiares, amigos e admiradores se despediram do homem conhecido na segunda metade do século XX como a “Memória da Bahia”. Cid faleceu na terça-feira, 21.

Formado em Direito, preferiu trilhar outros caminhos. Trabalhou em jornais de Salvador, fez programas de rádio e foi professor de História. Frequentador do Gabinete Português de Leitura da Bahia, Cid recebeu a homenagem do jornalista, pesquisador e diretor de cultura do Gabinete, Flávio Novaes (na foto, com o professor Cid, em 2007), por meio de um artigo publicado na edição de hoje do jornal A Tarde. Confira o texto abaixo:

Tá valendo, professor

De pronto, cabe registrar: ouço de Cid Teixeira alguns “não sei”. Poucos, é verdade. Como a origem do nome Chame-Chame, lembro bem. E, quando ele responde com informação, sempre traz as fontes.

São horas e horas de bate papo, em uma relação de amizade formada após dias de apuração. No primeiro contato, tristeza: rasga folhas do talão de cheque do filho Afonso, recém-falecido àquela altura. Conversas na Academia de Letras da Bahia, no Instituto Geográfico e Histórico, na Belle´s da Afonso Celso e na casa-escritório-biblioteca na Rua das Rosas, almoços no Kirin. Ou no apartamento da Paulo VI, um três quartos repleto de livros. SÓ de livros, na cozinha e nos banheiros, inclusive. Na sexta-feira seguinte à publicação, o inesquecível almoço no Varal da Dadá, no Alto das Pombas.

Seguimos. Cada encontro, uma aula. Eu acompanho as palestras. Em uma delas, no CREA, na casa dos engenheiros, no Vale do Ogunjá, aprendo: “os senhores sabem que o óleo de baleia não dá liga, não faz argamassa. O dinheiro da venda do óleo de baleia para a Europa é que financiou a construção de muitos edifícios em Salvador”.

Bom humor, sempre: “Maluco é quem empresta livro raro; doido é quem devolve”. E em um passeio no meu Gol Bola 1.0, vamos conferir a iluminação de Natal no Terreiro de Jesus e na Praça da Sé. Na altura do cruzamento da Ajuda com a Ladeira da Praça, trânsito interditado. O policial se aproxima e olha para o carona. Vê um sorriso tímido. Retribui, autoriza a passagem.

Profundo conhecedor da evolução urbana da primeira capital do Brasil, sugere para uma das novas ruas da Pituba o nome Miguel Navarro Y Cañizares. A antiga, em Nazaré, dedicada ao pintor espanhol, morador da cidade no final do século XIX, havia desaparecido com as obras da Fonte Nova, no início dos anos 1950.

Sabe tudo da cultura popular. Mais, da soteropolitana. Tem guardado bilhetinhos jogados pelo povo em direção ao Caboclo no Dois de Julho com pedidos de graças e um pedaço do pote quebrado no histórico clássico Bahia x Botafogo. Não é amante do futebol. Mas assiste aos jogos do Brasil nas copas saboreando um prato típico do país adversário. Da culinária baiana, reclama da salada no acarajé: “Qualquer hora dessa o turista vai colocar ketchup”.

Na conversa de 1º de julho, pede com jeitinho, quase implora: “Amanhã, não esqueça a Cabocla, não. Fica ali sozinha, ninguém dá bola pra ela”. Então, antes de chegar ao Campo Grande, passo para conferir a estátua, em frente ao Quartel dos Aflitos.

Sabe transitar com elegância entre o Jornalismo e a História. Chefia redações, escreve, torna-se referência e vira consultor de primeira hora para repórteres. Reclama. Às vezes se sente um produto descartável, não há o retorno esperado após a publicação do texto que ajudou a produzir.

Mas, segue disponível. “Tá valendo”, responde. Cid Teixeira, o Senhor História, inesquecível, está sempre presente.