Categoria: Apoio a formação

Inscrições abertas para o Curso Lições de Língua Iorubá-Nagô para iniciantes

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O professor Adelson Silva de Brito irá ministrar a partir do Gabinete Português de Leitura da Bahia – com o apoio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – o curso “Lições de Língua Iorubá-Nagô para Iniciantes”, que acontece entre os dias 24 de setembro a 22 de outubro, com aulas semanais no formato on-line e carga horária de 20 (vinte) horas, com direito a certificação.

O investimento para participar é de R$ 100 (cem reais) e a inscrição pode ser feita nas plataformas Sympla e Eventbrite.

Além de demonstrar que a língua Nagô falada no Candomblé é, em verdade, uma língua conversacional, como o inglês, o francês, o português, etc., e que, por conta da diáspora, é  falada por cerca de 35 milhões de pessoas em alguns países da Costa Ocidental da África e nas Américas, inclusive no Brasil; o Curso tem também como um dos principais objetivos demonstrar a existência de uma estrutura formal léxica e sintática na língua Iorubá-Nagô falada todos os dias nas Casas de Candomblé de Queto ou Candomblé Nagô e nas práticas litúrgicas das religiões de matriz africana relacionadas com essas tradições afro religiosas.

Por isso, durante as aulas, serão abordados a conversação regular do dia-a-dia em língua Iorubá-Nagô e aspectos culturais comuns aos povos Iorubá na Nigéria e na diáspora africana, além da estrutura da língua nos seus processos fundamentais de comunicação (pronomes, verbos, preposições) e a língua falada no dia a dia como instrumento de interação social e cultural, entre os indivíduos.

O curso será ministrado pelo professor Adelson Silva de Brito, Mestre em Saúde, Ambiente e Trabalho; Licenciado em Física; Pesquisador no campo das desintegrações nucleares naturais; Professor de Língua e Cultura Iorubá na Casa da Nigéria, e de Língua e Cultura Iorubá no Centro de Cidadania – CECI do Departamento de Direito da UNIFACS, dentre outras instituições de ensino. Atualmente, as suas funções religiosas na Tradição de Matriz Africana Jeje-Nagô, no cargo de Mawó (Ministro de Grande Confiança e Embaixador entre as Culturas Jeje e Nagô) tem se tornado o foco da sua atuação. As pesquisas sobre os Rituais da Liturgia Jeje, estão conduzindo o seu projeto de doutorado para a área da Antropologia e da Etnografia da Cultura Religiosa Jeje na Bahia.

SAIBA MAIS:

Em setembro de 2019, um projeto de lei proposto pelo ex-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito, e que torna a Língua Iorubá um patrimônio imaterial de Salvador (a cidade mais negra do mundo fora do continente africano), foi aprovado por unanimidade no plenário da Câmara Municipal.

A língua Iorubá-Nagô é falada em vários países do mundo, como Brasil, em Cuba, Togo, Costa do Marfim, Venezuela, Trinidad-Tobago, no Sul dos Estados Unidos, no Togo.

Os Iorubas são um grupo étnico da África Ocidental.

No mundo todo, eles somam cerca de 45 milhões de indivíduos dos quais 35 milhões vivem na Nigéria. Eles constituem cerca de 20% da população daquele país, junto com outras etnias, dentre as quais estão: Akan, Hausá-Fulani, e Igbo, os Iorubas formam um dos maiores grupos étnicos na África.

Os Iorubás são uma metaetinia, um guarda-chuva étnico que abriga várias sub-etnias, tais como: os Kétu, Òyó, Ìjèṣà, Ifè, Ifòn, Ègbà, Èfòn etc. Esses deram origem, na diáspora, à religião dos Òrìṣà. Todos falam línguas mutuamente inteligíveis identificadas como uma grande e única língua: a Língua Ioruba.

PROGRAMAÇÃO

Ẹ̀kọ́ kìnní/Primeira Lição

ÀWỌN ỌMỌ ODUDUWA/OS FILHOS DE ODUDUA

Àwọn ọmọ Yorùbá wá de ni Amẹ́rikà/ A chegada dos Iorubas à América.

ABD, Álífábẹ́ẹ̀tì Yorùbá/ABD, o Alfabeto Iorubá.

Àwọn Fáwẹ̀lì Yorùbá/ As vogais Iorubá

Awọ̀n kọ́ńsónàǹtì Yorùbá/ As consoantes Iorubá

Ìyàtọ̀ láàárín Álífábẹ́ẹ̀tì Yorùbá àti ti Gẹ̀ẹ́sì.

Ìró ohùn ni òpó èdè Yorùbá/ O tom é o pilar da língua Iorubá.

Ìlànà fún pípe Álífábẹ́ẹ̀tì Yorùbá/ Orientação para a pronúncia das letras do Alfabeto Iorubá.

 Ètò ọ̀rọ̀ ni a ń pè ni Mọfọ́lọ́jì/Estrutura das palavras ou Morfologia

Jẹ́ ki a sọ Yorùbá / Vamos falar Iorubá

Isọ̀rọ̀ngbèsì / Diálogo

Àwọn ọ̀rọ̀ / vocabulário

Àwọn lẹ́tà tí ó máa ńsábà /As letras usualmente difíceis

Àwọn ọ̀rọ̀ ti o tọka si eniyan ibi tabi nkan (àwọn ọrọ) / Palavras relacionadas a gente, ou coisas (substantivos)

Ẹ̀kọ́ keji/ Segunda Lição

ÌKÍNI TABI KIKI NI J ÀŞÀ PÀTAKI NINU ÀWỌN YORÙBÁ / A SAUDAÇÃO OU CUMPRIMENTO É UMA TRADIÇÃO IMPORTANTE PARA OS IORUBÁ

Ẹ jẹ́ ki a bẹ̀rẹ̀ lò Yorùbá!!! /Vamos começar a usar o Iorubá

O Kíkí àwn àgbà àti ni tí ó junilọ /Cumprimentando as pessoas idosas e aquelas mais velhas do que você

Òǹkà Yorùbá/Contagem em Iorubá

Ìkíni láàrin ọjọ́ / As saudações ao longo do dia

Àwọn Isọ̀rọ̀ngbèsì Apa Kinni/Diálogos: primeira parte

Ṣẹ́gun ń ki bàbá rẹ ni òwúrọ̀ kùtùkùtù/Segun cumprimenta o pai cedo pela manhã

Ọmọbinrin kan ń ki ìyá rẹ nigbati ó ba wọle/A fiha cumprimenta a mãe que chega em casa

Tunde ati Titi ń ki ìyá rẹ ni òwúrọ̀ kùtùkùtù/Tunde e Titi cumprimentam a mãe deles cedo pela manhã

Ṣadé ń ki ọ̀rẹ́ rẹ, Funmi, ni ilé-ìwé ni ọ̀sán/ Sade cumprimenta sua amiga, Funmi, na escola pela tarde

Ọ̀rọ̀ ninu kíláàsì/ Comunicação em Sala de Aula

Ojoojúmọ́ aye/ A vida cotidiana

Ẹ jẹ́ ki n kawé!!!/Vamos ler!!!

Ẹ̀kọ́ kẹta/Terceira Lição

KIKỌ ATI KIKA NI YORÙBÁ/ESCREVENDO E LENDO EM IORUBÁ

Ẹ jẹ ki a gbé èdè àti àṣà Yorùbá Lárugẹ! / Vamos manter a viva a Língua Iorubá!

Àwọn ọ̀rọ̀ tí a fi dípò orúkọ tabi àwọn Alòfò/As palavras usada em substituição ao substantivos, ou seja, pronomes

Atọkun ọ̀rọ̀ /Preposições

Àwngbolohùn ti wúlò fún alákọbẹ̀rẹ̀ / Frases úteis para iniciantes

Kíkí àwn ara ilé / Saudando as pessoas de casa

Orúkọ àwọn ẹranko ni Èdè Yorùbá/ Nomes dos Animais em Iorubá

Kikọ ati kikà ni Yorùbá/Escrevendo e lendo em Iorubá

Ẹ̀kọ́ kẹ́rin/Quarta Lição

ÈDÈ YORÙBÁ: LÒ Ó, BẸ́Ẹ̀ KỌ́ ÌYỌ YÓÒ PÀDÁNÙ RẸ̀/

LÍNGUA IORUBÁ: USE-A, OU ENTÃO, ELA SE PERDERÁ

Òdi ni èdè Yorùbá/Negação em Iorubá

Èdè yorùbá: Lò ó, bẹ́ẹ̀ kọ́ ìyọ yóò pàdánù rẹ̀/Língua Iorubá: use-a ou ela se perderá

Àwọn ìtan ti àwọn ọjọ́ to wà nínu ọsẹ/A história dos dias da semana

Kojoda / O calendário

Jẹ ka sọ Yorùbá!/Vamos falar Iorubá!

Àwọn Isọ̀rọ̀ngbèsì Apa Keji/Diálogo: segunda parte

Ẹbí Adéwálé náà/ A Familia de Adewale

Aṣọ ni Èdè Yorùbá/ Roupas em língua Iorubá

Iṣẹ́ ṣíṣe/Exercícios

Ẹ̀kọ́ karùnún/Quinta Lição

NI ỌJỌ́ ẸTI, ỌJỌ́ KARUN TI A TI BẸ̀RẸ̀ ILÉ-IWÉ NI Ọ̀SẸ̀/ NA SEXTA-FEIRA, QUINTO DIA DA SEMANA DESDE O COMEÇO DA SEMANA ESCOLAR

Òǹkà Yorùbá/Contagem em Iorubá

Awọn ìbèèrè ni Yorùbá/ Fazendo perguntas em Iorubá

Orúkọ mi ni Adébọ́lá/ Meu nome é Adebolá
Wúlò gbolohùn fun alákọbẹ̀rẹ̀ / Frases úteis para iniciantes

Dáhùn àwọn ìbéèrè wọ̀nyí ní ẹ̀kúnrẹ́rẹ́/ Responda as seguintes questões usando formas completas.

Yoruba Ye mi/Eu entendo o Iorubá

Confira os links de inscrição:

Sympla

Eventbrite

Visita Guiada do Colégio Horácio Pires de Lima, da cidade de Miguel Calmom

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Na tarde de quinta-feira, o Gabinete recebeu a visita dos alunos que frequentam o 9º ano do ensino fundamental no Colégio Horácio Pires de Lima, município de Miguel Calmon (município de cerca de trinta mil habitantes, localizado na região da chapada-norte baiana e situado a cerca de 360 quilômetros a noroeste da cidade de Salvador).

Os alunos – acompanhados do Diretor e de mais três docentes do dito Colégio – mostraram-se entusiasmados com a descoberta do estilo arquitetônico do edifício do Gabinete, tal como, da exposição de miniaturas navais (com embarcações à escala, que mostram parte da aventura humana na evolução naval dos últimos seis séculos, inclusive, com algumas réplicas de navios que entraram recentemente para a história contemporânea).

Apesar da faixa etária e do nível de escolaridade do grupo de estudantes, emergiram perguntas muito assertivas e pertinentes, tais como “qual foi o propósito dos fundadores na criação do Gabinete?”, “qual a importância do Gabinete no desenvolvimento cultural em Salvador?”, “quais são as fontes de financiamento da instituição?” etc.

Eis o link para a reportagem fotográfica completa desta visita: https://photos.app.goo.gl/5S24QLk4YYPLReSq7

Aos poucos, fomos respondendo que, o Gabinete foi criado em 1863 com a finalidade de constituir-se como polo de desenvolvimento da cultura e da língua portuguesa na Bahia e, que, como corolário do que as várias gerações de pessoas (que por aqui têm passado) conquistaram, temos o privilégio de terem estado aqui presentes, os maiores nomes da cultura e da língua em português de todos os continentes.

Rematamos as perguntas, informando que, apesar de toda a Direção do Gabinete se dedicar de corpo e alma à instituição – de forma totalmente voluntária – os únicos rendimentos regulares que o Gabinete dispõe, são parcos, e vêm de um estacionamento numa das laterais do edifício e das cotizações dos seus sócios.

Pedimos a ajuda daqueles estudantes na divulgação das ações do Gabinete, porque, como a instituição precisa de restauro urgente em algumas das suas áreas físicas, toda a ajuda é imprescindível para que, mesmo que só se obtenha pouco, pelo menos que esse pouco seja o suficiente para, por exemplo, consertar o telhado ou, consertar um dos seus pisos, ou…

Apresentamos também um resumo sobre aventura da raça humana e a evolução, em conjunto com essa viagem, das nossas raízes linguistas, desde os nossos primórdios africanos, a passagem física para o oriente médio e a colonização subsequente da raça homo sapiens, por todo o planeta e -milênios mais tarde – a consequência direta da expansão marítima, tanto no reencontro de todos nós e de todas as nossas experiências, como na evolução do índice de desenvolvimento humano à escala planetária.

Alertamos que – como a ciência sobejamente já provou – atualmente não existem outras raças humanas além da nossa [homo sapiens], apesar de vulgarmente alguns verbalizarem a existência de “raça negra” ou “raça branca” [ou..]. As diferenças visíveis de cor de pele, cabelo, cor dos olhos ou de um outro detalhe físico [por exemplo, nariz, tipo achatado ou olhos em bico], só retratam a adaptação do corpo humano à exposição solar e à temperatura ambiente, ou seja, que caso se deparem com alguma manifestação racista (ou de qualquer outra forma de segregação), que entendam de imediato que essa demonstração só evidencia, por parte de quem a emitiu, falta de conhecimento e de caráter (no mínimo).

Alunos de Literatura Portuguesa da Universidade Católica do Salvador no Gabinete

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Na passada quarta-feira, dia 20 de novembro, o Gabinete recebeu os alunos das disciplinas de Literatura Portuguesa da Universidade Católica do Salvador, acompanhados da respectiva professora, a Doutora Lícia Margarida de Oliveira.

Eis o link para a reportagem fotográfica completa desta visita:https://photos.app.goo.gl/ZRux1ECExMTk6Xmy5

Seguindo uma sugestão da Dra. Lícia, fizemos alguns comentários a escritores portugueses, com predominância em Luís Vaz de Camões e em Eça de Queirós, para que aqueles visitantes ficassem enquadrados no tempo, e assim, com essa explanação, evidenciarmos ainda mais o porquê de considerarmos estes autores, gênios universais, além do que é comum aflorar-se.

Assim, a nossa abordagem a cada um deles, começou por privilegiar o enquadramento histórico (com incidência na parte econômica e social) de cada época, onde se inseriam.

Sobre Camões, além do caráter épico da obra “Os Lusíadas”, salientamos o facto de este autor (entre os grandes poetas da literatura clássica universal), ter sido o único a ter vivenciado os “quatro cantos do mundo” e que, talvez por isso, a sua obra seja tão rica, universal e intemporal. Deste poeta da universalidade – que viveu numa era de divisão formal do mundo entre Portugal e Espanha, e onde o latim era a língua oficial erudita – destacamos que, com “Os Lusíadas”, Camões conseguiu elevar a a língua portuguesa a um patamar, como poucas.

Abordamos também a condição financeira precária (que sempre rodeou Camões), o caráter de crítica social e política visíveis na sua obra, mas destacamos que, em toda a sua obra, o amor é o sentimento constante e permanentemente exaltado.

Expomos também Eça de Queirós, ao cenário político e social que o antecedeu [sobretudo com as diversas crises que assolaram Portugal desde o terramoto de 1755, passando pelas invasões espanholas e francesas e a guerra civil]. Continuamos, afirmando que em Eça, há uma permanente caricatura aos ambientes sociais, intelectuais e políticos, temperada com um humor satírico, com especial incidência em Os Maias.

Destacamos que, o imenso talento e visão literária deste gênio da literatura (conhecido em todo o mundo por obras como ‘O Crime do Padre Amaro‘, ‘Os Maias‘ ou ‘O primo Basílio‘), criou o “português moderno”.

Por último, terminamos com alguns comentários (com enquadramento) a outros autores portugueses contemporâneos, como são exemplo José Saramago e walter hugo mãe.

Visita dos alunos do Colégio Integrado de Feira de Santana

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Ontem, terça-feira dia 17 de setembro de 2019, o Gabinete Português de Leitura da Bahia, teve o privilégio de ter recebido na sua sede, uma plateia muito atenta e preocupada em conhecer os pormenores dos grandes atores da língua portuguesa, tal como, as grandes conquistas cientificas marítimas.

Falou-se também muito sobre os diversos sotaques que abrilhantam e dão cor à nossa língua e, sobretudo, da importância do ato de aprender e partilhar esse conhecimento, de forma correta, para bem do futuro do Brasil e da humanidade.

Estiveram presentes cerca de 50 pessoas, entre alunos, professores e auxiliares

Clique aqui para ver a reportagem fotográfica

5 de maio: Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na C.P.L.P.

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História da Língua Portuguesa

Além de Portugal, o português é a língua oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Também, é uma das línguas oficiais da região administrativa especial chinesa de Macau (ao lado do chinês) e de várias organizações internacionais, como o Mercosul, Organização dos Estados Ibero-Americanos, União de Nações Sul-Americanas, Organização dos Estados Americanos, União Africana, União Europeia, e da Organização das Nações Unidas, sendo a primeira língua falado por mais de 250 milhões de pessoas.

Há também significativas comunidades de imigrantes falantes do português em muitos Países, como Andorra, Austrália, Bermuda, Canadá, Curaçao, França, Japão, Jersey, Luxemburgo, Namíbia, Paraguai, África do Sul, Suíça, Venezuela e Estados Unidos. Em algumas partes do que era a Índia Portuguesa, como Goa e Damão e Diu, o português ainda é falado, embora esteja em vias de desaparecimento. Também foi utilizada como língua franca exclusiva na Ilha do Sri Lanka (antigo Ceilão) por quase 350 anos. Durante esse tempo, muitas línguas crioulas baseadas no português também apareceram em todo o mundo, especialmente na África, na Ásia e no Caribe.

Mas, qual é a origem da 5ª língua mais falada no Planeta Terra?
Apesar de ter tido influências muito próprias, a Língua Portuguesa tem origem no Indo-Europeu, tal como quase todos os outros idiomas falados na Europa e na Ásia (exceto o árabe, o chinês, o japonês e alguns idiomas do sudoeste asiático), por mais distintos que nos pareçam.

Há muito tempo, o Indo-europeu dividiu-se em 2 grandes ramos: de um lado evoluíram (por exemplo) as línguas faladas na Índia e na Pérsia, do outro, as línguas faladas na Europa. Já no ramo europeu, novas ramificações surgiram, nascendo assim as variantes germânica, latina e eslava. Para além destas, surgiram ainda outros pequenos ramos, como o grego, o armênio, o albanês e o céltico.

Como o processo de formação de uma língua, é lento, gradual, e alimentado por imensas influências sociológicas que vão desde a geografia, clima, passando por invasões militares e culturais, o seu resultado é igual a qualquer outro “ser vivo”: é único!

O português arcaico [português antigo] surgiu entre o que é hoje, o território da Galiza (região da Espanha que fica a norte de Portugal) e o norte de Portugal, e deriva – na maior parte – do latim vulgar (o latim falado popularmente, sem regras escritas e gramaticais definidas), com influências de outras línguas de outros povos que, até então, tinham passado por ali.

Após a queda do Império Romano, coincidindo com as invasões bárbaras no século V, emergiu a sua segunda fase de diferenciação em relação às outras línguas românicas.

A partir de 711, com a invasão islâmica da Península Ibérica, o árabe tornou-se a língua de administração das áreas conquistadas. Contudo, a população continuou a usar as suas falas românicas populares, o moçárabe. A influência árabe na língua, foi relativamente pequena. O seu efeito principal foi no léxico, com a introdução de cerca de mil palavras.

Com a reconquista dos reinos Ibéricos aos mouros, formaram-se pequenos reinos independentes. O Reino de Portugal separou-se, assim, do Reino de Castela e, logicamente, da sua irmã e vizinha Galiza. Isto fez com que o idioma, tivesse começado a dividir-se em dois: português para um lado e galego para o outro. Hoje em dia, é difícil imaginar como numa pequena região que incluía apenas o norte de Portugal e a Galiza possam ter surgido 2 idiomas diferentes. Para perceber como isto aconteceu, basta entender que, à época, as comunicações e as estradas eram muito rudimentares, provocando – naturalmente – o isolamento das populações.

O primeiro grande passo para o nascimento oficial da Língua Portuguesa, surgiu com o testamento do Rei D. Afonso II, em 1214 [algumas décadas após a independência de Portugal], mas, o português, só passou a ser adotado como língua oficial do Reino de Portugal, em 1297, no reinado de D. Dinis.

A partir dos séculos XV e XVI, quando Portugal iniciou a sua aventura marítima global, a Língua Portuguesa espalhou-se pelo mundo e chegou a todos os continentes. Durante esta época, o português era considerado como sendo a Língua Franca, ou seja, uma espécie de idioma universal utilizado para comunicar entre pessoas de idiomas diferentes, tal como acontece hoje com a Língua Inglesa. Por este motivo, há muitas outras línguas que têm incorporado no seu léxico, adaptações populares da língua portuguesa, como por exemplo:

Língua na língua Em português
indonésio sekolah escola
inglês caste casta
japonês bateren padre
konkani (Índia) zonel janela
malaio bendera bandeira
suaíle (Quénia; Uganda…) mesa mesa
tetum (Timor) paun pão

Como é uma língua falada por imensas realidades distintas, atualmente, a Língua Portuguesa também incorporou ao seu léxico, palavras de outras origens, tais como, asiática, africana e tupi:

Língua Na língua Em português
Algonquiano (Canadá) moccasin mocassim
árabe shiikh xeque
aramaico abba abade
balti (Índia) polo polo (hipismo)
cantonês (China) shî-yaū soja
cingalês (Sri Lanka) toramalli turmalina
guguyimidjir (Austrália) gaNurru canguru
inuíte (Canadá) qajaq caiaque
cantonês (China) cha chá
mongol (China) orda horda
náuatle (Asteca / México) tomatl tomate
tâmil (Mianmar) kattu-maram catamarã
tonganês (Polinésia) ta-bu tabu
tupi (Brasil) jaguara jaguar
uólofe (Senegal/Gâmbia) banana banana

Súmula elaborada por António Pinho da Cunha

2019 CURSO DE GRAMÁTICA E REDAÇÃO

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CURSO DE GRAMÁTICA E REDAÇÃO

CARGA HORÁRIA: 50 horas

TURMAS: QUINTA – 08:00 AS 11:00 Início previsto 07/03/2019
SEXTA – 14:00 AS 17:00 Início previsto 08/03/2019

Prof. Dr. Thiago Martins Prado (Dr. em Estudo de Teorias e Representações Literárias e Culturais)
Turmas de, no mínimo, 30 alunos e, no máximo, de 50 alunos.

OBJETIVOS:
a) Compreender fenômenos linguísticos;
b) fornecer subsídios para a compreensão textual, articulando questões da gramática normativa com interpretações da crítica cultural;
c) produzir textos de acordo com a convenção ortográfica e regras de pontuação vigentes a partir de discussões de textos informativos contemporâneos.

MÉTODOS UTILIZADOS:
Aulas expositivas e participativas.
Estudo dirigido e prática de escrita.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
I – Aspectos da gramática normativa ortografia, acentuação gráfica (atualizadas com o novo acordo ortográfico); crase, uso dos porquês e pontuação; noções de sintaxe: processos de subordinação e coordenação, tipos oracionais, análise sintática; noções de morfossintaxe: classes de palavras (substantivo, adjetivo, artigo, pronome, numeral, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição), concordância e regência verbais e nominais.
II – Organização e interpretação textuais; interpretação de textos poéticos e narrativos; debate de temas destacados pela imprensa atual; argumentação de forma clara, coesa e coerente segundo padrão dissertativo; indicações de aspectos vocabulares e estilísticos para a prática redatora.

INVESTIMENTO: PAGAMENTO À VISTA EM VALOR ÚNICO = R$ 430,00
ou R$ 490,00 em duas vezes.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA MATRÍCULA
RG e CPF.
Certificado ao final do curso, com frequência mínima de 75% das aulas.

MATRÍCULAS ABERTAS
DE SEGUNDA A SEXTA das 8:00 às 12:00 e das 13:00 às 17:00h, na recepção do GPL.

Gabinete Português de Leitura

BAHIA

www.gplsalvador.org
tel: + 55 71 3329- 2733

Brasil levará 260 anos para atingir nível de leitura de países desenvolvidos

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Esta é uma estimativa do Banco Mundial, presente no seu mais recente relatório sobre educação e aprendizagem em vários países, divulgado no passado dia 28 de fevereiro.

Nesse mesmo relatório, também é sugerido que os alunos brasileiros podem demorar 75 anos o até atingirem o mesmo conhecimento em matemática que os outros estudantes oriundos de países desenvolvidos.

Ali, salienta-se que os estudantes brasileiros podem levar mais de 260 anos para atingir a proficiência em leitura dos alunos de países desenvolvidos. Em matemática, a previsão é que eles atinjam o mesmo nível em 75 anos.

As estimativas apresentadas no estudo foram feitas com base no desempenho dos alunos brasileiros em todas as edições do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) – uma prova organizada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O teste é realizado a cada três anos entre os 35 Estados-membros da OCDE e 35 países parceiros, incluindo o Brasil. A prova avalia uma série de questões, como o conhecimento dos estudantes em ciências, leitura e matemática.

Com base nesses dados, o Banco Mundial produziu seu World Development Report, um relatório publicado anualmente pelo órgão para debater diferentes aspectos do desenvolvimento mundial. Neste ano, o documento é dedicado totalmente à educação e à crise global de aprendizagem.

O Brasil é um dos países que vivem essa crise, embora os alunos brasileiros de 15 anos tenham registrado uma melhora em seu desempenho em avaliações recentes, ressalta o Banco Mundial. A nota geral no último Pisa, no entanto, manteve-se a mesma em leitura e caiu em matemática.

O relatório destaca que escolaridade e aprendizagem não estão necessariamente correlacionadas. Os dados mostram, por exemplo, que 125 milhões de crianças em todo o mundo não possuem conhecimentos básicos de leitura e matemática mesmo frequentando a escola. Sem contar com os 260 milhões que não estão estudando.

Em países como Gana e Malawi, 80% dos estudantes ao final da segunda série não conseguiam ler palavras simples como “gato”. Mesmo no Peru, um país considerado de nível médio na educação, metade dos alunos não passaram no mesmo teste.

No Quênia, Tanzânia e Uganda, quando se pediu para que estudantes da terceira série lessem frases como “o nome do cachorro é…”, 75% deles não conseguiram compreendê-la.

Na Nicarágua, quando estudantes da terceira série foram avaliados em 2011, apenas metade deles conseguiram resolver corretamente uma soma simples como 5 + 6. Já em áreas urbanas do Paquistão, 60% dos alunos da terceira série foram capazes de subtrair 54 – 25, enquanto em áreas rurais, apenas 40% o fizeram.

“Esse lento início da aprendizagem significa que mesmo os alunos que chegam ao final da escola primária não dominam conhecimentos básicos”, destaca o relatório.

O Banco Mundial menciona ainda casos de países que promoveram novas políticas e reformas na educação e conseguiram melhorar seu desempenho em avaliações mundiais, como Peru, Vietnã e Coreia do Sul – este país, por exemplo, contava com taxas baixíssimas de alfabetização na década de 1950, mas conseguiu superar esse índice e ter sucesso em rankings recentes.

Adaptação de uma notícia publicada no Deutsche Welle (DW)

 

A Amazônia Está em Perigo, segundo peritos

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Biólogos das Nações Unidas alertam para emergência na maior floresta do planeta

A floresta da Amazónia aproxima-se perigosamente de um ponto de “não retorno” se a desflorestação ultrapassar os 20% da sua área original, segundo biólogos da Fundação das Nações Unidas.

Num editorial publicado hoje na revista Science Advances, os investigadores norte-americano Thomas Lovejoy e brasileiro Carlos Nobre asseguram que a desflorestação da Amazônia alcançou cerca de 17% da sua vegetação nos últimos 50 anos e advertem que, chegar ao limite de 20%, seria chegar ao abismo climático.

A área amazónica produz aproximadamente metade da sua própria precipitação pluvial ao reciclar a humidade à medida que o ar se move desde o Oceano Atlântico, através da América do Sul, até ao oeste.

Esta umidade é importante para alimentar o ciclo de água da Terra de forma mais ampla, e afeta o bem-estar humano, a agricultura, as estações secas e o comportamento da chuva em muitos países da América do Sul, advertem os especialistas.

Recentemente, fatores como as mudanças climatéricas, a desflorestação e o uso generalizado do fogo, influirão no ciclo natural da água nesta região, referem os biólogos.

Os estudos feitos até esta data, apontam para o facto de que interações negativas entre estes fatores significam que o sistema amazônico se alterará.