Homenagem à “Santa Dulce dos Pobres”

13 de outubro de 2019 qq coisa

A Direção do Gabinete Português de Leitura da Bahia presta assim, de forma singela, a sua homenagem à canonização do anjo bom da Bahia, pelo Papa Francisco.

Segundo o expresso no livreto da cerimônia no Vaticano, “A sua dedicação aos pobres tinha raiz sobrenatural“, sendo-lhe atribuídos dois milagres. Também nesse mesmo livreto, é afirmado que a “Irmã Dulce concretizou plenamente a sua ação caritativa com a fundação de uma associação de obras sociais e a construção de uma casa de acolhimento, o ‘Albergue Santo Antônio’“, além de que, a “Sua caridade era maternal, carinhosa. A sua dedicação aos pobres tinha uma raiz sobrenatural e do Alto recebia forças e recursos para dar vida a uma maravilhosa atividade de serviço aos últimos“.

Além da primeira santa de origem brasileira – a “Irmã Dulce” – foram canonizados outros quatro beatos: o britânico John Henry Newman, a italiana Giuseppina Vannini, a indiana Mariam Thresia Chiramel Mankidiyan e a suíça Marguerite Bays.

A cerimônia solene foi realizada na praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano, com a presença de numerosos bispos, arcebispos e cardeais, assistida por autoridades dos cinco países, entre eles o príncipe Charles (herdeiro do trono britânico), o presidente da Itália (Sergio Mattarella) e, obviamente, por diversas autoridades de diversos poderes do Brasil, além de numerosos jornalistas e fiéis devotos

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, nasceu em Salvador da Bahia em 1914 e dedicou sua vida a servir os pobres e os mais necessitados.

Depois de concluir a sua formação acadêmica de nível superior, ingressou como noviça na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, desenvolvendo o seu trabalho, sobretudo como enfermeira e professora.

Em Salvador, desenvolveu um intenso trabalho social, tendo ajudado a fundar hospitais de caridade e construído uma das maiores obras de assistência social gratuita do país. Conhecida como “anjo bom da Bahia“, ela faleceu aos 77 anos.

A Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus foi fundada em 1910, em Santarém, Pará, Brasil. O principal objetivo, na fundação, foi o serviço ao povo da Amazônia, através da educação da juventude e de crianças órfãs.

A Congregação logo se expandiu por vários Estados do Brasil. Em decorrência dessa expansão, a Congregação internacionalizou-se, deparando-se com diversos aspectos culturais diversos às quais as Irmãs teriam que inculturar-se, mas conservando-se fiéis às suas identidades de Missionárias da Imaculada Conceição, de acordo com a Regra Franciscana.

Atualmente, a Congregação está presente nos quatro Continentes: Americano, Europeu, Asiático e Africano.