Curso de Iorubá-nagô começa nesta quinta (24)

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Você sabia que diversas palavras e costumes foram herdados pelos baianos da cultura Ioruba-Nagô?

O acarajé, uma especialidade gastronômica afro-brasileira, é tão Iorubá-Nagô que ainda hoje, na Nigéria, é comercializado e chamado de akara e em Gana é mais conhecida como koose. Aliás, todas essas iguarias na África são irmãs do nosso acarajé. A palavra “gogó”, que usamos para nos referir ao “pomo de adão”, é uma palavra Iorubá. O costume de estalar os dedos quando queremos dizer que algo é muito antigo, é um costume herdado dos nossos tataravós Ioruba-Nagô daqui da cidade da Bahia.

Estas e outras curiosidades estarão em debate durante o curso “Lições de Língua Iorubá-Nagô para Iniciantes” que acontece entre os dias 24 de setembro até o dia 22 de outubro, com aulas semanais (toda quinta-feira, das 16h às 18h) no formato on-line e carga horária de 20 (vinte) horas, com direito a certificação, promovido pelo Gabinete Português de Leitura (Salvador).

Além de demonstrar que a língua Nagô falada no Candomblé é, em verdade, uma língua conversacional, como o Inglês, o Frances, o Português, etc., e que, por conta da diáspora, é falada por cerca de 35 milhões de pessoas na Costa Ocidental da África e nas Américas, inclusive no Brasil; o Curso tem também como um dos principais objetivos demonstrar a existência de uma estrutura formal léxica e sintática na língua Iorubá-Nagô falada todos os dias nas Casas de Candomblé de Queto ou Candomblé Nagô e nas práticas litúrgicas das religiões de matriz africana relacionadas com essas tradições afrorreligiosas.

Durante o curso serão abordados a conversação regular do dia-a-dia em língua Iorubá-Nagô e aspectos culturais comuns aos povos Iorubá na Nigéria e na diáspora africana, além da estrutura da língua nos seus processos fundamentais de comunicação (pronomes, verbos, preposições) e a língua falada no dia a dia como instrumento de interação social e cultural, entre os indivíduos.

As aulas serão ministradas pelo professor Adelson Silva de Brito, Mestre em Saúde, Ambiente e Trabalho; Licenciado em Física; Pesquisador no campo das desintegrações nucleares naturais; Professor de Língua e Cultura Iorubá na Casa da Nigéria, e de Língua e Cultura Iorubá no Centro de Cidadania – CECI do Departamento de Direito da UNIFACS, dentre outras instituições de ensino. Atualmente, as suas funções religiosas na Tradição de Matriz Africana Jeje-Nagô, no cargo de Mawó (Ministro de Grande Confiança e Embaixador entre as Culturas Jeje e Nagô) tem se tornado o foco da sua atuação. As pesquisas sobre os Rituais da Liturgia Jeje, estão conduzindo o seu projeto de doutorado para a área da Antropologia e da Etnografia da Cultura Religiosa Jeje na Bahia.

O investimento para participar é de R$ 100 (cem reais) e a inscrição pode ser feita nas plataformas Sympla e Eventbrite. Mais informações e a programação completa do curso no site www.gplsalvador.org

PROGRAMAÇÃO

Ẹ̀kọ́ kìnní/Primeira Lição

ÀWỌN ỌMỌ ODUDUWA/OS FILHOS DE ODUDUA

Àwọn ọmọ Yorùbá wá de ni Amẹ́rikà/ A chegada dos Iorubas à América.

ABD, Álífábẹ́ẹ̀tì Yorùbá/ABD, o Alfabeto Iorubá.

Àwọn Fáwẹ̀lì Yorùbá/ As vogais Iorubá

Awọ̀n kọ́ńsónàǹtì Yorùbá/ As consoantes Iorubá

Ìyàtọ̀ láàárín Álífábẹ́ẹ̀tì Yorùbá àti ti Gẹ̀ẹ́sì.

Ìró ohùn ni òpó èdè Yorùbá/ O tom é o pilar da língua Iorubá.

Ìlànà fún pípe Álífábẹ́ẹ̀tì Yorùbá/ Orientação para a pronúncia das letras do Alfabeto Iorubá.

Ètò ọ̀rọ̀ ni a ń pè ni Mọfọ́lọ́jì/Estrutura das palavras ou Morfologia

Jẹ́ ki a sọ Yorùbá / Vamos falar Iorubá

Isọ̀rọ̀ngbèsì / Diálogo

Àwọn ọ̀rọ̀ / vocabulário

Àwọn lẹ́tà tí ó máa ńsábà /As letras usualmente difíceis

Àwọn ọ̀rọ̀ ti o tọka si eniyan ibi tabi nkan (àwọn ọrọ) / Palavras relacionadas a gente, ou coisas (substantivos)

Ẹ̀kọ́ keji/ Segunda Lição

ÌKÍNI TABI KIKI NI J ÀŞÀ PÀTAKI NINU ÀWỌN YORÙBÁ / A SAUDAÇÃO OU CUMPRIMENTO É UMA TRADIÇÃO IMPORTANTE PARA OS IORUBÁ

Ẹ jẹ́ ki a bẹ̀rẹ̀ lò Yorùbá!!! /Vamos começar a usar o Iorubá

Kíkí àwn àgbà àti ni tí ó junilọ /Cumprimentando as pessoas idosas e aquelas mais velhas do que você

Òǹkà Yorùbá/Contagem em Iorubá

Ìkíni láàrin ọjọ́ / As saudações ao longo do dia

Àwọn Isọ̀rọ̀ngbèsì Apa Kinni/Diálogos: primeira parte

Ṣẹ́gun ń ki bàbá rẹ ni òwúrọ̀ kùtùkùtù/Segun cumprimenta o pai cedo pela manhã

Ọmọbinrin kan ń ki ìyá rẹ nigbati ó ba wọle/A fiha cumprimenta a mãe que chega em casa

Tunde ati Titi ń ki ìyá rẹ ni òwúrọ̀ kùtùkùtù/Tunde e Titi cumprimentam a mãe deles cedo pela manhã

Ṣadé ń ki ọ̀rẹ́ rẹ, Funmi, ni ilé-ìwé ni ọ̀sán/ Sade cumprimenta sua amiga, Funmi, na escola pela tarde

Ọ̀rọ̀ ninu kíláàsì/ Comunicação em Sala de Aula

Ojoojúmọ́aye/ A vida cotidiana

Ẹ jẹ́ ki n kawé!!!/Vamos ler!!!

Ẹ̀kọ́ kẹta/Terceira Lição

KIKỌ ATI KIKA NI YORÙBÁ/ESCREVENDO E LENDO EM IORUBÁ

Ẹ jẹ ki a gbé èdè àti àṣà Yorùbá Lárugẹ! / Vamos manter a viva a Língua Iorubá!

Àwọn ọ̀rọ̀ tí a fi dípò orúkọ tabi àwọn Alòfò/As palavras usada em substituição ao substantivos, ou seja, pronomes

Atọkun ọ̀rọ̀ /Preposições

Àwngbolohùn ti wúlò fúalákọbẹ̀rẹ̀ / Frases úteis para iniciantes

Kíkí àwn ara ilé / Saudando as pessoas de casa

Orúkọ àwọn ẹranko ni Èdè Yorùbá/ Nomes dos Animais em Iorubá

Kikọ ati kikà ni Yorùbá/Escrevendo e lendo em Iorubá

Ẹ̀kọ́ kẹ́rin/Quarta Lição

ÈDÈ YORÙBÁ: LÒ Ó, BẸ́Ẹ̀ KỌ́ ÌYỌ YÓÒ PÀDÁNÙ RẸ̀/

LÍNGUA IORUBÁ: USE-A, OU ENTÃO, ELA SE PERDERÁ

Òdi ni èdè Yorùbá/Negação em Iorubá

Èdè yorùbá: Lò ó, bẹ́ẹ̀ kọ́ ìyọ yóò pàdánù rẹ̀/Língua Iorubá: use-a ou ela se perderá

Àwọn ìtan ti àwọn ọjọ́ to wà nínu ọsẹ/A história dos dias da semana

Kojoda / O calendário

Jẹ ka sọ Yorùbá!/Vamos falar Iorubá!

Àwọn Isọ̀rọ̀ngbèsì Apa Keji/Diálogo: segunda parte

Ẹbí Adéwálé náà/ A Familia de Adewale

Aṣọ ni Èdè Yorùbá/ Roupas em língua Iorubá

Iṣẹ́ ṣíṣe/Exercícios

Ẹ̀kọ́ karùnún/Quinta Lição

NI ỌJỌ́ ẸTI, ỌJỌ́ KARUN TI A TI BẸ̀RẸ̀ ILÉ-IWÉ NI Ọ̀SẸ̀/ NA SEXTA-FEIRA, QUINTO DIA DA SEMANA DESDE O COMEÇO DA SEMANA ESCOLAR

Òǹkà Yorùbá/Contagem em Iorubá

Awọn ìbèèrè ni Yorùbá/ Fazendo perguntas em Iorubá

Orúkọ mi ni Adébọ́lá/ Meu nome é Adebolá
Wúlò gbolohùn fun alákọbẹ̀rẹ̀ / Frases úteis para iniciantes

Dáhùn àwọn ìbéèrè wọ̀nyí ní ẹ̀kúnrẹ́rẹ́/ Responda as seguintes questões usando formas completas.

Yoruba Ye mi/Eu entendo o Iorubá

Confira os links de inscrição:

Sympla

Eventbrite

Saiba mais sobre a língua iorubá:
O projeto de lei 300/2019, proposto pelo ex-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito, que torna a Língua Iorubá um patrimônio imaterial de Salvador (a cidade mais negra do mundo fora do continente africano), foi aprovado por unanimidade no plenário da Câmara Municipal.

A língua Nagô já foi uma língua franca entre os negros que viviam escravizados na Bahia, em consequência do fato da Cultura Nagô ter se tornado hegemônica no século XIX, depois da queda da influência islâmica dos Hausa, os grandes derrocados da Revolta dos Malês. Hoje em dia os Nagô são reconhecidos mundialmente e chamados de Iorubás.

A língua Nagô falada na Bahia desde os tempos da escravidão é hoje denominada Língua Iorubá. Essa língua continuou falada nas ruas de Salvador pelos vendedores e vendendoras ambulantes até as décadas de 1930-1940.

Na Bahia se vive uma confusão entre o que é Nagô e o que é Iorubá (apesar de uma certa identificação entre essas duas vertentes nos meios Iorubá). Os Nagô são povos de fala Iorubá que vieram de várias regiões da África Ocidental, como o Sudão, a própria Nigéria, o Benin, Burkina Faso, da Costa do Marfim, Gana, Guiné e Togo.


“Estou trazendo esses dados, mas basta lembrar a nossa organização familiar mais antiga, onde todos os filhos, e principalmente, as filhas, constituíam suas respectivas famílias, mantendo a casa da Matriarca como o centro de comando e de decisões familiares estendidas: um costume Ioruba-Nagô, como vivia minha avô materna, a saudosa D. Dilú. Para melhor avaliar a influência da Cultura Nagô, basta pensar que só na Bahia existem mais de 1200 candomblés, cuja maioria são descendentes da Religião dos Orixás”, complementa mawó Adelson.

Elsimar Coutinho deixou-nos mais órfãos

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A Direção do Gabinete Português de Leitura da Bahia, vem – através deste – manifestar publicamente as suas sentidas condolências pelo desaparecimento do médico e cientista baiano Elsimar Coutinho, que faleceu nesta segunda-feira, dia 17 de agosto, vítima de complicações da Covid-19.

Este especialista em reprodução humana foi galardoado em 2014 com o Prêmio Cabral, honraria promovida por este Gabinete Português de Leitura e entregue pelo professor e infectologista da UFBA, Roberto Badaró.

Nascido em 1930 em Pojuca (interior da Bahia), Coutinho é autor de mais de dez livros, e tem centenas de trabalhos científicos publicados em revistas especializadas. O médico também foi presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia Endócrina, primeiro vice-presidente da Academia de Medicina da Bahia, Presidente do Centro de Pesquisas e Assistência em Reprodução Humana (Ceparh) e da Sociedade Baiana de Climatério, chegando a integrar dezenas de entidades de pesquisas médicas no Brasil e no estrangeiro.

Formado em farmácia e bioquímica pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), concluiu o curso de medicina na mesma instituição e concretizou a sua pós-graduação em Endocrinologia, na Universidade de Sorbonne, em Paris (França) e, no Instituto Rockfeller, em Nova York (EUA).

Como professor e pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, após observar pela primeira vez os efeitos da supressão da menstruação, o médico desenvolveu a criação do primeiro anticoncepcional injetável de uso prolongado.

Elsimar Coutinho também desenvolveu uma série de medicamentos que vão desde fármacos para facilitar a gravidez até outros que impedem o parto prematuro e aborto espontâneo, além de tratamentos de contracepção e de reposição hormonal em homens e mulheres, além da criação do Centro de Pesquisa e Reprodução Humana – CEPARH, referência em reprodução humana.

À família, amigos, à comunidade cientifica e a todos os baianos, apresentamos os nossos profundos sentimentos.

Gabinete Português de Leitura da Bahia

Bartholomeu de Gusmão ganha homenagem no GPL

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Na próxima quarta-feira (5) de agosto, às 16 horas, no canal do youtube.com/ighbba, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e o Gabinete Português de Leitura prestam uma homenagem ao padre Bartholomeu Lourenço de Gusmão, inventor do aeróstato (balão de ar quente).  Participarão do encontro, o presidente do IGHB, Eduardo Morais de Castro, o presidente do GPL, Abel Travassos e o idealizador do Memorial ao Padre Bartholomeu Lourenço de Gusmão, Adinoel Motta Maia (que falará sobre a importância científica da contribuição do padre para a tecnologia e a ciência da aerostação e aeronáutica).

Em agosto de 2019, o IGHB, o GPL e a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Cachoeira inauguraram um memorial do padre Bartholomeu Lourenço de Gusmão, em Belém de Cachoeira. O espaço constitui um registro histórico-geográfico-religioso, além de um instrumento de apoio a pesquisa e estudo tecnológico e científico para a população da região, turistas e estudiosos de todo o Brasil.

O padre voador Bartholomeu Lourenço, de nacionalidade então portuguesa e hoje brasileira, nasceu em 1685, na então Rua Santo Antonio – hoje Rua do Comércio – na cidade de Santos, em São Paulo. Era o quarto filho do português Francisco Lourenço e da brasileira Maria Álvares.

Foi levado para Belém de Cachoeira, na igreja do mesmo seminário ao qual chegou e onde cresceu, sob a proteção do padre Alexandre de Gusmão (sobrenome que seria acrescentado por Bartholomeu ao seu nome, quando viveu em Lisboa e Coimbra). 

Durante a sua educação, em Belém, ele concebeu um sistema de elevação da água, do Riacho existente no vale, até o topo do Seminário e realizou experiências com um objeto esférico cheio de ar com uma entrada de calor (fogo); assim, criando o balão. Levou este aeróstato para Portugal e com o apoio do Rei, realizou, em 1709, a experiência do primeiro voo oficial, com a presença do Cardeal representante do Vaticano e dos embaixadores dos países que tinham relação com Lisboa.

Ele estudou na Universidade de Coimbra, concluiu a Faculdade de Cânones e passou a dedicar-se a pesquisas técnico-científicas nos campos da aerostação, criptografia, hidráulica, história, literatura, matemática e teologia, relacionando-se com entidades da Holanda, Inglaterra e França.

Bartholomeu morreu em 19 de novembro de 1724, em Toledo, na Espanha, aos 38 anos. É o patrono do Serviço de Assistência Religiosa da Aeronáutica, que o considera um dos precursores da aviação.  

Inscrições abertas para o Curso Lições de Língua Iorubá-Nagô para iniciantes

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O professor Adelson Silva de Brito irá ministrar a partir do Gabinete Português de Leitura da Bahia – com o apoio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – o curso “Lições de Língua Iorubá-Nagô para Iniciantes”, que acontece entre os dias 24 de setembro a 22 de outubro, com aulas semanais no formato on-line e carga horária de 20 (vinte) horas, com direito a certificação.

O investimento para participar é de R$ 100 (cem reais) e a inscrição pode ser feita nas plataformas Sympla e Eventbrite.

Além de demonstrar que a língua Nagô falada no Candomblé é, em verdade, uma língua conversacional, como o inglês, o francês, o português, etc., e que, por conta da diáspora, é  falada por cerca de 35 milhões de pessoas em alguns países da Costa Ocidental da África e nas Américas, inclusive no Brasil; o Curso tem também como um dos principais objetivos demonstrar a existência de uma estrutura formal léxica e sintática na língua Iorubá-Nagô falada todos os dias nas Casas de Candomblé de Queto ou Candomblé Nagô e nas práticas litúrgicas das religiões de matriz africana relacionadas com essas tradições afro religiosas.

Por isso, durante as aulas, serão abordados a conversação regular do dia-a-dia em língua Iorubá-Nagô e aspectos culturais comuns aos povos Iorubá na Nigéria e na diáspora africana, além da estrutura da língua nos seus processos fundamentais de comunicação (pronomes, verbos, preposições) e a língua falada no dia a dia como instrumento de interação social e cultural, entre os indivíduos.

O curso será ministrado pelo professor Adelson Silva de Brito, Mestre em Saúde, Ambiente e Trabalho; Licenciado em Física; Pesquisador no campo das desintegrações nucleares naturais; Professor de Língua e Cultura Iorubá na Casa da Nigéria, e de Língua e Cultura Iorubá no Centro de Cidadania – CECI do Departamento de Direito da UNIFACS, dentre outras instituições de ensino. Atualmente, as suas funções religiosas na Tradição de Matriz Africana Jeje-Nagô, no cargo de Mawó (Ministro de Grande Confiança e Embaixador entre as Culturas Jeje e Nagô) tem se tornado o foco da sua atuação. As pesquisas sobre os Rituais da Liturgia Jeje, estão conduzindo o seu projeto de doutorado para a área da Antropologia e da Etnografia da Cultura Religiosa Jeje na Bahia.

SAIBA MAIS:

Em setembro de 2019, um projeto de lei proposto pelo ex-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito, e que torna a Língua Iorubá um patrimônio imaterial de Salvador (a cidade mais negra do mundo fora do continente africano), foi aprovado por unanimidade no plenário da Câmara Municipal.

A língua Iorubá-Nagô é falada em vários países do mundo, como Brasil, em Cuba, Togo, Costa do Marfim, Venezuela, Trinidad-Tobago, no Sul dos Estados Unidos, no Togo.

Os Iorubas são um grupo étnico da África Ocidental.

No mundo todo, eles somam cerca de 45 milhões de indivíduos dos quais 35 milhões vivem na Nigéria. Eles constituem cerca de 20% da população daquele país, junto com outras etnias, dentre as quais estão: Akan, Hausá-Fulani, e Igbo, os Iorubas formam um dos maiores grupos étnicos na África.

Os Iorubás são uma metaetinia, um guarda-chuva étnico que abriga várias sub-etnias, tais como: os Kétu, Òyó, Ìjèṣà, Ifè, Ifòn, Ègbà, Èfòn etc. Esses deram origem, na diáspora, à religião dos Òrìṣà. Todos falam línguas mutuamente inteligíveis identificadas como uma grande e única língua: a Língua Ioruba.

PROGRAMAÇÃO

Ẹ̀kọ́ kìnní/Primeira Lição

ÀWỌN ỌMỌ ODUDUWA/OS FILHOS DE ODUDUA

Àwọn ọmọ Yorùbá wá de ni Amẹ́rikà/ A chegada dos Iorubas à América.

ABD, Álífábẹ́ẹ̀tì Yorùbá/ABD, o Alfabeto Iorubá.

Àwọn Fáwẹ̀lì Yorùbá/ As vogais Iorubá

Awọ̀n kọ́ńsónàǹtì Yorùbá/ As consoantes Iorubá

Ìyàtọ̀ láàárín Álífábẹ́ẹ̀tì Yorùbá àti ti Gẹ̀ẹ́sì.

Ìró ohùn ni òpó èdè Yorùbá/ O tom é o pilar da língua Iorubá.

Ìlànà fún pípe Álífábẹ́ẹ̀tì Yorùbá/ Orientação para a pronúncia das letras do Alfabeto Iorubá.

 Ètò ọ̀rọ̀ ni a ń pè ni Mọfọ́lọ́jì/Estrutura das palavras ou Morfologia

Jẹ́ ki a sọ Yorùbá / Vamos falar Iorubá

Isọ̀rọ̀ngbèsì / Diálogo

Àwọn ọ̀rọ̀ / vocabulário

Àwọn lẹ́tà tí ó máa ńsábà /As letras usualmente difíceis

Àwọn ọ̀rọ̀ ti o tọka si eniyan ibi tabi nkan (àwọn ọrọ) / Palavras relacionadas a gente, ou coisas (substantivos)

Ẹ̀kọ́ keji/ Segunda Lição

ÌKÍNI TABI KIKI NI J ÀŞÀ PÀTAKI NINU ÀWỌN YORÙBÁ / A SAUDAÇÃO OU CUMPRIMENTO É UMA TRADIÇÃO IMPORTANTE PARA OS IORUBÁ

Ẹ jẹ́ ki a bẹ̀rẹ̀ lò Yorùbá!!! /Vamos começar a usar o Iorubá

O Kíkí àwn àgbà àti ni tí ó junilọ /Cumprimentando as pessoas idosas e aquelas mais velhas do que você

Òǹkà Yorùbá/Contagem em Iorubá

Ìkíni láàrin ọjọ́ / As saudações ao longo do dia

Àwọn Isọ̀rọ̀ngbèsì Apa Kinni/Diálogos: primeira parte

Ṣẹ́gun ń ki bàbá rẹ ni òwúrọ̀ kùtùkùtù/Segun cumprimenta o pai cedo pela manhã

Ọmọbinrin kan ń ki ìyá rẹ nigbati ó ba wọle/A fiha cumprimenta a mãe que chega em casa

Tunde ati Titi ń ki ìyá rẹ ni òwúrọ̀ kùtùkùtù/Tunde e Titi cumprimentam a mãe deles cedo pela manhã

Ṣadé ń ki ọ̀rẹ́ rẹ, Funmi, ni ilé-ìwé ni ọ̀sán/ Sade cumprimenta sua amiga, Funmi, na escola pela tarde

Ọ̀rọ̀ ninu kíláàsì/ Comunicação em Sala de Aula

Ojoojúmọ́ aye/ A vida cotidiana

Ẹ jẹ́ ki n kawé!!!/Vamos ler!!!

Ẹ̀kọ́ kẹta/Terceira Lição

KIKỌ ATI KIKA NI YORÙBÁ/ESCREVENDO E LENDO EM IORUBÁ

Ẹ jẹ ki a gbé èdè àti àṣà Yorùbá Lárugẹ! / Vamos manter a viva a Língua Iorubá!

Àwọn ọ̀rọ̀ tí a fi dípò orúkọ tabi àwọn Alòfò/As palavras usada em substituição ao substantivos, ou seja, pronomes

Atọkun ọ̀rọ̀ /Preposições

Àwngbolohùn ti wúlò fún alákọbẹ̀rẹ̀ / Frases úteis para iniciantes

Kíkí àwn ara ilé / Saudando as pessoas de casa

Orúkọ àwọn ẹranko ni Èdè Yorùbá/ Nomes dos Animais em Iorubá

Kikọ ati kikà ni Yorùbá/Escrevendo e lendo em Iorubá

Ẹ̀kọ́ kẹ́rin/Quarta Lição

ÈDÈ YORÙBÁ: LÒ Ó, BẸ́Ẹ̀ KỌ́ ÌYỌ YÓÒ PÀDÁNÙ RẸ̀/

LÍNGUA IORUBÁ: USE-A, OU ENTÃO, ELA SE PERDERÁ

Òdi ni èdè Yorùbá/Negação em Iorubá

Èdè yorùbá: Lò ó, bẹ́ẹ̀ kọ́ ìyọ yóò pàdánù rẹ̀/Língua Iorubá: use-a ou ela se perderá

Àwọn ìtan ti àwọn ọjọ́ to wà nínu ọsẹ/A história dos dias da semana

Kojoda / O calendário

Jẹ ka sọ Yorùbá!/Vamos falar Iorubá!

Àwọn Isọ̀rọ̀ngbèsì Apa Keji/Diálogo: segunda parte

Ẹbí Adéwálé náà/ A Familia de Adewale

Aṣọ ni Èdè Yorùbá/ Roupas em língua Iorubá

Iṣẹ́ ṣíṣe/Exercícios

Ẹ̀kọ́ karùnún/Quinta Lição

NI ỌJỌ́ ẸTI, ỌJỌ́ KARUN TI A TI BẸ̀RẸ̀ ILÉ-IWÉ NI Ọ̀SẸ̀/ NA SEXTA-FEIRA, QUINTO DIA DA SEMANA DESDE O COMEÇO DA SEMANA ESCOLAR

Òǹkà Yorùbá/Contagem em Iorubá

Awọn ìbèèrè ni Yorùbá/ Fazendo perguntas em Iorubá

Orúkọ mi ni Adébọ́lá/ Meu nome é Adebolá
Wúlò gbolohùn fun alákọbẹ̀rẹ̀ / Frases úteis para iniciantes

Dáhùn àwọn ìbéèrè wọ̀nyí ní ẹ̀kúnrẹ́rẹ́/ Responda as seguintes questões usando formas completas.

Yoruba Ye mi/Eu entendo o Iorubá

Confira os links de inscrição:

Sympla

Eventbrite

In Memorian Branca Gomes

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A Direção do Gabinete Português de Leitura da Bahia, vem, através deste, manifestar as suas sentidas condolências pelo desaparecimento da Exma. Senhora Dona Branca Gomes.

Além da manifestação pública do nosso pesar, pretendemos também homenagear a importância do legado desta prestigiada ceramista, tão evidente em obras expostas em diversos locais, tais como no salão de exposições do Gabinete Português de Leitura da Bahia.

À família e amigos de Branca Gomes apresentamos os nossos profundos sentimentos.

Gabinete Português de Leitura da Bahia

Comemorações do 10 de junho

By | Comunidade, Eventos | No Comments

O Gabinete associou-se às comemorações virtuais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Por iniciativa do *“Encontro LUSÓFONO”*, foram partilhadas algumas histórias, ideias e projetos, como sinônimos do *colorido multicultural da lusofonia*, em homenagem à já referida celebração.

Neste encontro virtual – transmitido via youtube (https://youtu.be/BDmmX97PIX0) – estiveram presentes, entre outros, o Cônsul Geral de Portugal na Bahia, o Gestor dos Fortes de Santa Maria, Forte de São Diogo e Forte de Monte Serrat (Fortes Históricos da 6a. Região Militar – Região Marechal Cantuária), o Presidente do Hospital Português, o Presidente do Gabinete Português de Leitura da Bahia, o Presidente da Casa dos Açores, o Presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Bahia, especialistas, professores universitários, jornalistas, pesquisadores, advogados, arquitetos, empresários, uma cineasta, um procurador, um físico, um engenheiro, e um ativista.

Neste encontro, deu-se a conhecer algumas das instituições portuguesas na Bahia, portugueses em Portugal ou radicados no Brasil, brasileiros com um contributo fenomenal nestas ligações, um ativista angolano dos direitos humanos e alguns amigos dos portugueses e de Portugal.

Estes, partilharam algumas das suas histórias, conhecimentos e sentimentos. Houve sensibilidades e participações distintas, mas – pensamos – foi esse colorido que fez com que a homenagem estivesse imbuída “espírito universal” do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Hoje é o Dia Mundial da Língua Portuguesa

By | Comunidade | No Comments

António Abreu Freire

Porque hoje é o Dia Mundial da Língua Portuguesa, aqui vai um texto: as últimas páginas (496-500) da “Quase Biografia” de Vieira, de minha autoria, livro publicado recentemente pela Academia Maranhense de Letras e que aguarda melhores dias para ser divulgado.

Quando da comemoração dos quatrocentos anos do nascimento do padre Antônio Vieira, em 2008, fazia quinhentos e dezanove anos que fora impresso o primeiro livro em língua portuguesa (1489), a tradução de um Sacramental castelhano para uso do clero na liturgia e na pastoral (já se tinha imprimido em Portugal um livro em hebraico um ano antes, a Torah ou Pentateuco). Ainda no século XVI as tipografias tinham-se espalhado pelos espaços do Padroado português no Oriente, em Goa, Cochim, Macau e Nagasáqui, divulgando a língua e a cultura ocidental. No Brasil só aconteceu e clandestinamente em 1747, cinquenta anos após a morte de Vieira (o texto impresso intitulava-se Relação da entrada que fez o excelentíssimo e reverendíssimo senhor D. Antônio do Desterro Malneiro, bispo do Rio de janeiro) e a divulgação dos livros na colônia foi severamente controlada até ao fim do governo do marquês de Pombal. Muitas das condenações da Inquisição ao longo do século XVIII tinham como origem o crime de possuir livros proibidos; o simples fato de possuir livros tornava uma pessoa normal suspeita de here-sia e até a leitura da Bíblia chegou a ser proibida. Quem possuísse uma biblioteca, mesmo que fosse um nobre da mais elevada estirpe, necessitava da autorização do Santo Ofício para possuir os livros que desejava. A suspeição que os censores e qualificadores dependentes do tribunal do Santo Ofício mantiveram desde as primeiras publicações e durante séculos a propósito dos escritos de Vieira, assim como a irracional perseguição pombalina a tudo quanto tinha origem em jesuítas, dificultou consideravelmente a divulgação da obra do maior gênio da nossa literatura, tanto em Portugal como no Brasil. Só em 1808 é que a Imprensa Régia chegou ao Rio de janeiro, graças à retirada de D. João VI de Portugal, quando já se multiplicavam tanto no reino como na colônia as academias, havia mais de um século. Apesar dos muitos obstáculos que perturbaram a divulgação da sua obra, Vieira contribuiu mais do que qualquer outro para a difusão e o enriquecimento da língua portuguesa por todo o espaço do domínio político e econômico no tempo colonial e depois dele. Hoje a língua portuguesa cresce no mundo ao ritmo da emergência de países jovens e ambiciosos que conquistaram o respeito e a admiração de milhões de pessoas de outras culturas, empenhadas em estudar por todo o mundo a língua e as expressões culturais dos povos que dizem o que sentem e o que esperam do futuro no idio-ma inconfundível de Antônio Vieira.

No maior e mais dinâmico espaço político onde se fala o portu-guês, tudo começou nas praias de Porto Seguro, na costa agora chama-da do Descobrimento, a terra do primeiro encontro, visitada hoje por forasteiros do mundo inteiro, que vêm em cata da mesma beleza que encantou os rudes marinheiros de quinhentos. Eles deixam-se seduzir pelos vestígios vivos de uma civilização que se construiu ao longo de cinco séculos de paixões e de utopias.

Quando Pedro Álvares de Gouveia (mais tarde Cabral) partiu de Lisboa com destino à Índia, viagem que o trouxe até às praias de Porto Seguro, levava na nau-capitânia uma réplica da imagem de Nossa Se-nhora da Esperança, a padroeira da sua terra natal, Belmonte, vila es-condida nas serranias da província da Beira Alta. A imagem foi à Índia e voltou; é de pedra, muito antiga, pesa quase cem quilos e representa Nossa Senhora com o Jesus menino ao colo, sustentado pelo braço es-querdo de sua mãe que tem na mão direita uma pomba. A mãe olha para o filho com admiração e o menino olha para a pomba com curiosi-dade e carinho. Foi talvez essa imagem que enfeitou o altar da primeira missa no Brasil, celebrada a 26 de abril de 1500, no primeiro Domingo depois da Páscoa. De seguida começaram a chegar outros forasteiros, cada vez mais numerosos, chegou a cana-de-açúcar da ilha da Madeira, chegaram escravos negros do continente africano, aconteceram guerras, desastres, euforias e paixões. No ano de 1940 Portugal festejou com uma grandiosa exposição os oitocentos anos da sua fundação (1140) e os trezentos anos da Restauração (1640); o Brasil ofereceu a Portugal uma réplica da estátua de Cabral que se encontra no Rio de Janeiro e Portugal ofereceu ao Brasil uma réplica da imagem da Senhora da Espe-rança da igreja de Belmonte.

O ano de 2008 foi particularmente importante para Portugal e Brasil, pela comemoração de importantes eventos que marcaram a his-tória dos dois países: os duzentos anos da chegada da corte e da família real ao Brasil e os quatrocentos anos do nascimento de um dos maiores portugueses e brasileiros de todos os tempos, o padre Antônio Vieira. Algo de espetacular ficou por acontecer para mostrar ao mundo inteiro a importância e o significado das comemorações, um MEMORIAL em honra de Vieira e a concretização de um consensual e inteligente acor-do ortográfico, homenageando a prodigiosa língua que a partir de um espaço pobre e despovoado dos confins ocidentais da Europa, desde que o rei D. Dinis a impôs como idioma oficial do reino em 1290, se fez grande e se transformou num dos principais idiomas do planeta. Todas as civilizações são mortais, algumas delas eternas enquanto duram. Como dizia Vieira dos portugueses, um pequeno espaço para nascer, o mundo inteiro para crescer e morrer. Nunca é tarde para nascer, a morte é que pode esperar. Nenhum fonema dirá, nenhuma toada despertará a saudade do futuro.

O céu strela o azul e tem grandeza.

Este, que teve fama e à glória tem,

Imperador da língua portuguesa,

Foi-nos um céu também.

No imenso espaço seu de meditar

Constelado de forma e de visão,

Surge, prenúncio claro do luar,

El-rei D. Sebastião.

Mas não, não é luar: é luz do etéreo.

É um dia; e, no céu amplo do desejo,

A madrugada irreal do Quinto Império

Doira as margens do Tejo

(Fernando Pessoa, 1929)

GPL recebe visita da Secretária das Comunidades Portuguesas

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O Gabinete Português de Leitura da Bahia recebeu na quinta-feira (13.2.2020) a primeira visita da nova secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Dra. Berta Nunes. Empossada no cargo em outubro do ano passado, a secretária foi recebida pelo presidente do Gabinete, Dr. Abel Travassos, e por membros da diretoria. Também participaram do encontro o embaixador do Portugal no Brasil, Dr. Jorge Cabral, e o cônsul de Portugal na Bahia, Dr. Jorge da Fonseca.

Encantada com o prédio, construído em 1918, a secretária se comprometeu a buscar apoio para as atividades culturais desenvolvidas pela instituição e apoiar a manutenção da biblioteca Infante D. Henrique, que conta com um acervo de aproximadamente 25 mil volumes.

A secretária presenteou o Gabinete com a medalha Luís Vaz de Camões. O presidente Abel Travassos, por sua vez, retribuiu a gentileza com a medalha comemorativa pelos 150 anos do Gabinete Português de Leitura, comemorados em 2013.

No livro de Honra do Gabinete Português de Leitura, a secretária deixou a seguinte mensagem: “O Gabinete de Leitura de Salvador tem um passado notável e muitas gerações de portugueses contribuíram para manter este espaço de memória. Iremos continuar a acompanhar este espaço de cultura para podermos manter a memória viva da comunidade portuguesa nestas terras do Brasil. Berta Nunes. Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas”.

Jornalistas do “Público” e da “Visão” no Gabinete

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Mariana Correia Pinto e Miguel Carvalho, ambos jornalistas portugueses de dois dos maiores veículos da comunicação escrita portuguesa, escolheram a cidade de Salvador para usufruírem das suas merecidas férias.

Apesar desta viagem ter tido um caráter meramente pessoal, os dois fizeram questão de conhecer as origens do Gabinete Português de Leitura da Bahia, as suas histórias e o seu edifício.

Escutaram com muita atenção e tomaram notas sobre o que tínhamos para contar sobre a instituição Gabinete desde os seus primórdios, passando pela composição sociológica das gerações de migrantes portugueses que fizeram e ainda compõem os corpos sociais desta entidade ao longo dos seus 156 anos, algumas referências aos grandes personagens da literatura, filosofia, história e política que por ali têm passado – com destaque e reverência para os grandes dignitários e para o filósofo Agostinho da Silva.

Falamos também da influência e penetração do Gabinete junto dos vários setores sociais, intelectuais e acadêmicos (sobretudo baianos e portugueses), mas também do esforço e resiliência totalmente voluntários, na manutenção de uma entidade secular, com tão poucos recursos.

Neste quesito, além de evidenciarmos as necessidades de se obter financiamento célere para se colmatar evidências de reparo urgente, comentamos também a receptividade positiva por parte do grande público, sobre as nossas redes sociais, tanto no que é o DNA natural do Gabinete “leitura em português para formar indivíduos”, que se traduzem em milhares de visualizações dos artigos que vão sendo publicados no nosso blogue, como pela aceitação pública de novos projetos, como é exemplo a Rádio Nova da Língua Portuguesa, projeto que pretende divulgar os vários sotaques e sonoridades de pessoas falantes em português ao redor do planeta, dando privilégio à música, como instrumento universal de comunicação e assimilação.

Da sua visita pela cidade de Salvador, sentiram-se profundamente tocados por uma missa que presenciaram na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, pela forma como foram recebidos na Casa do Rio Vermelho, pela essência do que é a vida nos subúrbios da grande Salvador, além de terem ficado bastante sugestionados com as condições em que resiste o Gabinete Português de Leitura da Bahia.

Sobre os visitantes:

Mariana Correia Pinto é jornalista do diário português o Público, fez parte da equipa fundadora do P3, desenvolveu durante um ano, um projeto no Facebook em parceria com o fotojornalista Manuel Roberto “Porto Olhos nos Olhos”. e publicou o livro “Porto última Estação”, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Miguel Carvalho é jornalista na Revista portuguesa Visão, tendo já passado pelo “Diário de Notícias” e pelo semanário “O Independente“, é autor, até à data, de 6 livros

Eis algumas das fotos da sua passagem pelo Gabinete a 31 de janeiro de 2020.

Gabinete em festa: 102 anos do edifício-sede

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O edifício-sede do Gabinete Português de Leitura da Bahia completa, nesta segunda-feira (3), 102 anos.

A obra foi inaugurada em 3 de fevereiro de 1918 em solenidade que contou com as presenças do governador Moniz Aragão, de intelectuais como Teodoro Sampaio, e do padre jesuíta Luís Gonzaga Cabral.

Situado na Praça da Piedade e projetado pelo arquiteto italiano Alberto Barelli, o prédio tem como destaque a biblioteca Infante Dom Henrique, com um acervo de 25 mil volumes, incluindo diversas obras raras. O edifício conta, também, com um auditório e um grande Salão Nobre para eventos.

Respeitando o estilo neomanuelino de outros gabinetes construídos no Brasil, o Gabinete Português de Leitura da Bahia traz na fachada estátuas de Luís de Camões e do Infante Dom Henrique.