GPL recebe visita da Secretária das Comunidades Portuguesas

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O Gabinete Português de Leitura da Bahia recebeu na quinta-feira (13.2.2020) a primeira visita da nova secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Dra. Berta Nunes. Empossada no cargo em outubro do ano passado, a secretária foi recebida pelo presidente do Gabinete, Dr. Abel Travassos, e por membros da diretoria. Também participaram do encontro o embaixador do Portugal no Brasil, Dr. Jorge Cabral, e o cônsul de Portugal na Bahia, Dr. Jorge da Fonseca.

Encantada com o prédio, construído em 1918, a secretária se comprometeu a buscar apoio para as atividades culturais desenvolvidas pela instituição e apoiar a manutenção da biblioteca Infante D. Henrique, que conta com um acervo de aproximadamente 25 mil volumes.

A secretária presenteou o Gabinete com a medalha Luís Vaz de Camões. O presidente Abel Travassos, por sua vez, retribuiu a gentileza com a medalha comemorativa pelos 150 anos do Gabinete Português de Leitura, comemorados em 2013.

No livro de Honra do Gabinete Português de Leitura, a secretária deixou a seguinte mensagem: “O Gabinete de Leitura de Salvador tem um passado notável e muitas gerações de portugueses contribuíram para manter este espaço de memória. Iremos continuar a acompanhar este espaço de cultura para podermos manter a memória viva da comunidade portuguesa nestas terras do Brasil. Berta Nunes. Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas”.

Jornalistas do “Público” e da “Visão” no Gabinete

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Mariana Correia Pinto e Miguel Carvalho, ambos jornalistas portugueses de dois dos maiores veículos da comunicação escrita portuguesa, escolheram a cidade de Salvador para usufruírem das suas merecidas férias.

Apesar desta viagem ter tido um caráter meramente pessoal, os dois fizeram questão de conhecer as origens do Gabinete Português de Leitura da Bahia, as suas histórias e o seu edifício.

Escutaram com muita atenção e tomaram notas sobre o que tínhamos para contar sobre a instituição Gabinete desde os seus primórdios, passando pela composição sociológica das gerações de migrantes portugueses que fizeram e ainda compõem os corpos sociais desta entidade ao longo dos seus 156 anos, algumas referências aos grandes personagens da literatura, filosofia, história e política que por ali têm passado – com destaque e reverência para os grandes dignitários e para o filósofo Agostinho da Silva.

Falamos também da influência e penetração do Gabinete junto dos vários setores sociais, intelectuais e acadêmicos (sobretudo baianos e portugueses), mas também do esforço e resiliência totalmente voluntários, na manutenção de uma entidade secular, com tão poucos recursos.

Neste quesito, além de evidenciarmos as necessidades de se obter financiamento célere para se colmatar evidências de reparo urgente, comentamos também a receptividade positiva por parte do grande público, sobre as nossas redes sociais, tanto no que é o DNA natural do Gabinete “leitura em português para formar indivíduos”, que se traduzem em milhares de visualizações dos artigos que vão sendo publicados no nosso blogue, como pela aceitação pública de novos projetos, como é exemplo a Rádio Nova da Língua Portuguesa, projeto que pretende divulgar os vários sotaques e sonoridades de pessoas falantes em português ao redor do planeta, dando privilégio à música, como instrumento universal de comunicação e assimilação.

Da sua visita pela cidade de Salvador, sentiram-se profundamente tocados por uma missa que presenciaram na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, pela forma como foram recebidos na Casa do Rio Vermelho, pela essência do que é a vida nos subúrbios da grande Salvador, além de terem ficado bastante sugestionados com as condições em que resiste o Gabinete Português de Leitura da Bahia.

Sobre os visitantes:

Mariana Correia Pinto é jornalista do diário português o Público, fez parte da equipa fundadora do P3, desenvolveu durante um ano, um projeto no Facebook em parceria com o fotojornalista Manuel Roberto “Porto Olhos nos Olhos”. e publicou o livro “Porto última Estação”, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Miguel Carvalho é jornalista na Revista portuguesa Visão, tendo já passado pelo “Diário de Notícias” e pelo semanário “O Independente“, é autor, até à data, de 6 livros

Eis algumas das fotos da sua passagem pelo Gabinete a 31 de janeiro de 2020.

Gabinete em festa: 102 anos do edifício-sede

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O edifício-sede do Gabinete Português de Leitura da Bahia completa, nesta segunda-feira (3), 102 anos.

A obra foi inaugurada em 3 de fevereiro de 1918 em solenidade que contou com as presenças do governador Moniz Aragão, de intelectuais como Teodoro Sampaio, e do padre jesuíta Luís Gonzaga Cabral.

Situado na Praça da Piedade e projetado pelo arquiteto italiano Alberto Barelli, o prédio tem como destaque a biblioteca Infante Dom Henrique, com um acervo de 25 mil volumes, incluindo diversas obras raras. O edifício conta, também, com um auditório e um grande Salão Nobre para eventos.

Respeitando o estilo neomanuelino de outros gabinetes construídos no Brasil, o Gabinete Português de Leitura da Bahia traz na fachada estátuas de Luís de Camões e do Infante Dom Henrique.

Reunião alinha detalhes para congresso Tomé de Sousa

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O presidente do Gabinete Português de Leitura, Abel Travassos, e o comissário de Cultura de São Pedro de Rates, Paulo Sá Machado, alinharam os últimos detalhes para a participação do Gabinete no Segundo Congresso Internacional Tomé de Sousa, previsto para o final de março, em Salvador.

São Pedro de Rates, freguesia de Póvoa de Varzim, no Norte de Portugal, é o local de nascimento de Tomé de Sousa, em 1503.

O evento, organizado também pela Universidade Federal da Bahia, vai reunir historiadores e pesquisadores que irão apresentar e debater temas relacionados à figura do primeiro governador Geral do Brasil.

Após uma reunião na Junta de Freguesia de São Pedro de Rates, Abel Travassos colocou as dependências do Gabinete Português de Leitura à disposição para o congresso. “Será uma honra receber os irmãos portugueses em nossa cidade para um evento tão importante”, disse o presidente. “Esperamos que o nível seja tão elevado quanto o do nosso primeiro seminário”, afirmou Paulo Sá Machado, que agradeceu a atenção e a disponibilidade.

O primeiro encontro foi em realizado em julho de 2019. No “I Congresso Internacional Tomé de Souza – 1º Governador do Brasil e Fundador da Cidade de São Salvador da Baía” participaram historiadores da Universidade do Porto, da Universidade Federal da Bahia, além de pesquisadores de diversas cidades portuguesas e do Togo, na África.

Visita Guiada do Colégio Horácio Pires de Lima, da cidade de Miguel Calmom

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Na tarde de quinta-feira, o Gabinete recebeu a visita dos alunos que frequentam o 9º ano do ensino fundamental no Colégio Horácio Pires de Lima, município de Miguel Calmon (município de cerca de trinta mil habitantes, localizado na região da chapada-norte baiana e situado a cerca de 360 quilômetros a noroeste da cidade de Salvador).

Os alunos – acompanhados do Diretor e de mais três docentes do dito Colégio – mostraram-se entusiasmados com a descoberta do estilo arquitetônico do edifício do Gabinete, tal como, da exposição de miniaturas navais (com embarcações à escala, que mostram parte da aventura humana na evolução naval dos últimos seis séculos, inclusive, com algumas réplicas de navios que entraram recentemente para a história contemporânea).

Apesar da faixa etária e do nível de escolaridade do grupo de estudantes, emergiram perguntas muito assertivas e pertinentes, tais como “qual foi o propósito dos fundadores na criação do Gabinete?”, “qual a importância do Gabinete no desenvolvimento cultural em Salvador?”, “quais são as fontes de financiamento da instituição?” etc.

Eis o link para a reportagem fotográfica completa desta visita: https://photos.app.goo.gl/5S24QLk4YYPLReSq7

Aos poucos, fomos respondendo que, o Gabinete foi criado em 1863 com a finalidade de constituir-se como polo de desenvolvimento da cultura e da língua portuguesa na Bahia e, que, como corolário do que as várias gerações de pessoas (que por aqui têm passado) conquistaram, temos o privilégio de terem estado aqui presentes, os maiores nomes da cultura e da língua em português de todos os continentes.

Rematamos as perguntas, informando que, apesar de toda a Direção do Gabinete se dedicar de corpo e alma à instituição – de forma totalmente voluntária – os únicos rendimentos regulares que o Gabinete dispõe, são parcos, e vêm de um estacionamento numa das laterais do edifício e das cotizações dos seus sócios.

Pedimos a ajuda daqueles estudantes na divulgação das ações do Gabinete, porque, como a instituição precisa de restauro urgente em algumas das suas áreas físicas, toda a ajuda é imprescindível para que, mesmo que só se obtenha pouco, pelo menos que esse pouco seja o suficiente para, por exemplo, consertar o telhado ou, consertar um dos seus pisos, ou…

Apresentamos também um resumo sobre aventura da raça humana e a evolução, em conjunto com essa viagem, das nossas raízes linguistas, desde os nossos primórdios africanos, a passagem física para o oriente médio e a colonização subsequente da raça homo sapiens, por todo o planeta e -milênios mais tarde – a consequência direta da expansão marítima, tanto no reencontro de todos nós e de todas as nossas experiências, como na evolução do índice de desenvolvimento humano à escala planetária.

Alertamos que – como a ciência sobejamente já provou – atualmente não existem outras raças humanas além da nossa [homo sapiens], apesar de vulgarmente alguns verbalizarem a existência de “raça negra” ou “raça branca” [ou..]. As diferenças visíveis de cor de pele, cabelo, cor dos olhos ou de um outro detalhe físico [por exemplo, nariz, tipo achatado ou olhos em bico], só retratam a adaptação do corpo humano à exposição solar e à temperatura ambiente, ou seja, que caso se deparem com alguma manifestação racista (ou de qualquer outra forma de segregação), que entendam de imediato que essa demonstração só evidencia, por parte de quem a emitiu, falta de conhecimento e de caráter (no mínimo).

Alunos de Literatura Portuguesa da Universidade Católica do Salvador no Gabinete

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Na passada quarta-feira, dia 20 de novembro, o Gabinete recebeu os alunos das disciplinas de Literatura Portuguesa da Universidade Católica do Salvador, acompanhados da respectiva professora, a Doutora Lícia Margarida de Oliveira.

Eis o link para a reportagem fotográfica completa desta visita:https://photos.app.goo.gl/ZRux1ECExMTk6Xmy5

Seguindo uma sugestão da Dra. Lícia, fizemos alguns comentários a escritores portugueses, com predominância em Luís Vaz de Camões e em Eça de Queirós, para que aqueles visitantes ficassem enquadrados no tempo, e assim, com essa explanação, evidenciarmos ainda mais o porquê de considerarmos estes autores, gênios universais, além do que é comum aflorar-se.

Assim, a nossa abordagem a cada um deles, começou por privilegiar o enquadramento histórico (com incidência na parte econômica e social) de cada época, onde se inseriam.

Sobre Camões, além do caráter épico da obra “Os Lusíadas”, salientamos o facto de este autor (entre os grandes poetas da literatura clássica universal), ter sido o único a ter vivenciado os “quatro cantos do mundo” e que, talvez por isso, a sua obra seja tão rica, universal e intemporal. Deste poeta da universalidade – que viveu numa era de divisão formal do mundo entre Portugal e Espanha, e onde o latim era a língua oficial erudita – destacamos que, com “Os Lusíadas”, Camões conseguiu elevar a a língua portuguesa a um patamar, como poucas.

Abordamos também a condição financeira precária (que sempre rodeou Camões), o caráter de crítica social e política visíveis na sua obra, mas destacamos que, em toda a sua obra, o amor é o sentimento constante e permanentemente exaltado.

Expomos também Eça de Queirós, ao cenário político e social que o antecedeu [sobretudo com as diversas crises que assolaram Portugal desde o terramoto de 1755, passando pelas invasões espanholas e francesas e a guerra civil]. Continuamos, afirmando que em Eça, há uma permanente caricatura aos ambientes sociais, intelectuais e políticos, temperada com um humor satírico, com especial incidência em Os Maias.

Destacamos que, o imenso talento e visão literária deste gênio da literatura (conhecido em todo o mundo por obras como ‘O Crime do Padre Amaro‘, ‘Os Maias‘ ou ‘O primo Basílio‘), criou o “português moderno”.

Por último, terminamos com alguns comentários (com enquadramento) a outros autores portugueses contemporâneos, como são exemplo José Saramago e walter hugo mãe.

PORTUGUESES DE PAPEL

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Personagens Portuguesas da Ficção Brasileira

No passado dia 9 de outubro, a sala Agostinha da Silva do Gabinete Português de Leitura da Bahia, pareceu muito pequena em face dos seus ilustres convidados

Estava a acontecer a 7ª Jornada Regional sobre Personagens Portuguesas da Ficção Brasileira “Portugueses de Papel”.

Logo no início da página do projeto, podemos ler:

Não faltando razão a Ortega y Gasset(1) ao afirmar que o colonizador europeu se tornou um homem novo quando se fixou no Novo Mundo, posto que a adaptação a um ambiente diferente e a um novo tipo de sociedade e de economia, assim como o contacto com outros grupos humanos e outras culturas experiências, fatalmente o modificaram, são, sem dúvida, profundas as diferenças que, bem cedo, o separaram das populações locais. No caso português, chamam a atenção os aspectos que já no período colonial distinguiram, e até mesmo opuseram, reinóis e mazombos.”

A figura do português emigrado para o Brasil, desde a colonização até à atualidade, tem sido amplamente estudada pela História e pela Sociologia. Tais estudos indicam, com frequência, uma polarização entre a figura do colonizador rico e explorador, que, por vezes, regressa à terra natal, e a do português pobre e rude, que se foi integrando nas camadas subalternas da sociedade brasileira. Embora se saiba que, desde sempre, a ficção brasileira inclui numerosas personagens portuguesas, o mais das vezes «emigradas» para o território americano, parte integrante de Portugal até à declaração de Independência do Brasil – ocorrida a 7 de setembro de 1822 – não se encontram, até ao momento, estudos aprofundados e abrangentes sobre o assunto.

Assim sendo, o Grupo de Investigação 6 do CLEPUL(2) e a Cátedra Infante Dom Henrique, do mesmo Centro, criaram um projeto que visa levantar e estudar as personagens da ficção brasileira que, nascidas em Portugal, transitaram temporária ou definitivamente para o território brasileiro, antes ou depois da separação do Brasil do Império colonial português. O objetivo principal deste projeto é a construção de um dicionário online com verbetes em que se analisa a representação das personagens portuguesas na ficção brasileira.

Sob a Coordenação Geral dos professores doutores Vania Pinheiro Chaves (CLEPUL), Ana Maria Lisboa de Mello (PUCRS), Jacqueline Penjon (Sorbonne Nouvelle) e Tania Martuscelli (University of Colorado), o dicionário em causa integra uma Comissão Científica formada por numerosos especialistas na matéria e congrega uma ampla equipe de pesquisadores pertencentes a diversas Instituições e Universidades nacionais e estrangeiras.

O público manifestou um interesse acrescido nas apresentações e representações desses “Portugueses de Papel, na produção romanesca brasileira da sua origem até à atualidade.

Eis o link para a reportagem fotográfica:https://photos.app.goo.gl/WxW1QJ11XahFdg6T9

Boas-vindas aos novos sócios do Gabinete

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Passava pouco das 9 horas da manhã de um sábado (21 de setembro), quando o Presidente em exercício do Gabinete Português de Leitura da Bahia (Abel Travassos), deu início ao discurso de boas-vindas aos novos sócios da entidade.

Clique aqui, para ir para a reportagem fotográfica do evento


O disco solar brilhava sobre o céu da cidade de Salvador, a Praça da Piedade vivia o seu reboliço natural das manhãs de sábado, mas, dentro do Edifico do Gabinete, a atenção e a expectativa eram regra.


Além do Presidente, dos novos sócios e seus familiares, estavam também presentes os funcionários, Vice-Presidente e alguns Diretores da instituição.
Ali, os discursos proferidos pelo Presidente, Vice Presidente (Luis Guilherme Pereira) e Diretor de Cultura (António Cunha), foram no sentido de evidenciar o prestigio e a responsabilidade de sermos sócios de uma instituição como esta, ilustrar a importância do Gabinete no contexto histórico de defesa da cultura e da língua portuguesa na Bahia ao longo do tempo, enquadrar as várias personagens ilustres que por ali passaram, enumerar os diversos projetos que estão a acontecer e, de outros, que se preveem que ocorram num futuro próximo, sem esquecer de enumerar as dificuldades e as necessidades atuais.


Fez-se uma visita guiada às instalações, que teve como ponto máximo, a interpretação musical ao Piano, de autores clássicos, por um desses novos sócios.


Graças também a eles, a cultura e a língua portuguesa passaram a contar com mais alguns defensores entusiastas.

Homenagem à “Santa Dulce dos Pobres”

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A Direção do Gabinete Português de Leitura da Bahia presta assim, de forma singela, a sua homenagem à canonização do anjo bom da Bahia, pelo Papa Francisco.

Segundo o expresso no livreto da cerimônia no Vaticano, “A sua dedicação aos pobres tinha raiz sobrenatural“, sendo-lhe atribuídos dois milagres. Também nesse mesmo livreto, é afirmado que a “Irmã Dulce concretizou plenamente a sua ação caritativa com a fundação de uma associação de obras sociais e a construção de uma casa de acolhimento, o ‘Albergue Santo Antônio’“, além de que, a “Sua caridade era maternal, carinhosa. A sua dedicação aos pobres tinha uma raiz sobrenatural e do Alto recebia forças e recursos para dar vida a uma maravilhosa atividade de serviço aos últimos“.

Além da primeira santa de origem brasileira – a “Irmã Dulce” – foram canonizados outros quatro beatos: o britânico John Henry Newman, a italiana Giuseppina Vannini, a indiana Mariam Thresia Chiramel Mankidiyan e a suíça Marguerite Bays.

A cerimônia solene foi realizada na praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano, com a presença de numerosos bispos, arcebispos e cardeais, assistida por autoridades dos cinco países, entre eles o príncipe Charles (herdeiro do trono britânico), o presidente da Itália (Sergio Mattarella) e, obviamente, por diversas autoridades de diversos poderes do Brasil, além de numerosos jornalistas e fiéis devotos

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, nasceu em Salvador da Bahia em 1914 e dedicou sua vida a servir os pobres e os mais necessitados.

Depois de concluir a sua formação acadêmica de nível superior, ingressou como noviça na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, desenvolvendo o seu trabalho, sobretudo como enfermeira e professora.

Em Salvador, desenvolveu um intenso trabalho social, tendo ajudado a fundar hospitais de caridade e construído uma das maiores obras de assistência social gratuita do país. Conhecida como “anjo bom da Bahia“, ela faleceu aos 77 anos.

A Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus foi fundada em 1910, em Santarém, Pará, Brasil. O principal objetivo, na fundação, foi o serviço ao povo da Amazônia, através da educação da juventude e de crianças órfãs.

A Congregação logo se expandiu por vários Estados do Brasil. Em decorrência dessa expansão, a Congregação internacionalizou-se, deparando-se com diversos aspectos culturais diversos às quais as Irmãs teriam que inculturar-se, mas conservando-se fiéis às suas identidades de Missionárias da Imaculada Conceição, de acordo com a Regra Franciscana.

Atualmente, a Congregação está presente nos quatro Continentes: Americano, Europeu, Asiático e Africano.