Salvador vai sediar II Congresso Internacional Tomé de Sousa

14 de julho de 2019 Notícias

A fundação de Salvador, a relação com os indígenas e a influência na África do primeiro governador-geral do Brasil foram alguns dos temas tratados durante o I Congresso Internacional Tomé de Sousa, na Freguesia de Rates, em Póvoa do Varzim, no Norte de Portugal, no último final de semana.

Ao final do encontro, ficou aprovada a indicação da cidade de Salvador como sede da segunda edição do colóquio, em data a ser divulgada, no ano que vem. O Gabinete Português de Leitura apoia o evento.

Realizado na terra natal de Tomé de Sousa, o congresso reuniu historiadores e investigadores de Portugal, Brasil, França e do Togo. Na sexta-feira (5), o jornalista e pesquisador Flávio Novaes apresentou a reportagem e o trabalho de apuração sobre o marco de fundação de Salvador, descoberto em 2006, no distrito de Passé, em Candeias, próximo à Ilha de Maré, pelo aposentado Sizínio dos Santos. Atualmente o marco se encontra no Museu da Igreja, na Praça da Sé, em Salvador.

As professoras Amélia Polónia e Conceição Pereira, da Universidade do Porto, lembraram o significado da nomeação do português como governador-geral e de sua representação na historiografia.  Já o togolês Komlan Gnamatsi e o francês Sanvee Byll falaram sobre descendentes da família Sousa no Togo, enquanto que o professor José Augusto Marques tratou da cartografia da América do Sul nos séculos XVI e XVII.

No sábado (6), as possessões ultra-marinas portuguesas e as relações com os índios dominaram as discussões. “Há um grande interesse dos portugueses em aprofundar a pesquisa sobre Tomé de Sousa, cuja trajetória não é tão estudada em Portugal como no Brasil”, disse Novaes. “Devemos destacar o alto nível científico de todas as comunicações, assim como a internacionalização do congresso”, afirmou Paulo Sá Machado, organizador do evento e que apresentou o painel Tomé de Sousa na filatelia. “Temos certeza que no próximo ano o sucesso será ainda maior”, concluiu. 

FOTOS do marco no Museu da Igreja: Marina Silva