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22 de Janeiro de 1808 – A Chegada da Família Real Portuguesa a Salvador

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Como consequência das invasões napoleônicas, a 22 de janeiro de 1808, após passarem longos dias no mar, a Família Real e toda sua comitiva desembarcaram no Brasil, especificamente em Salvador. A chegada da Corte Real a Salvador, foi importantíssima para a transformação econômica e cultural para a sociedade da época.

Ilustração 2 – Chegada de D. João à Bahia, de Cândido Portinari

A Bahia na época de D.João. A chegada da corte portuguesa – 1808 Museu de Arte da Bahia

Fonte:
A Bahia na época de D. João: a chegada da corte portuguesa, 1808 / [textos, Maria José de Souza Andrade, Sylvia Menezes de Athayde ; fotografia, Sergio Benutti]. Salvador : Museu de Arte da Bahia : Solisluna, 2008.
MATHIAS, Herculano (org.). História do Brasil. Rio de Janeiro: Bloch, 1976.

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100 anos do 13 de maio de 1917

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Por volta do meio dia de 13 de maio de 1917, na Cova da Iria, três pastorezinhos de nome Lúcia de Jesus dos Santos de 10 anos, Francisco Marto de 9 anos e, Jacinta Marto de 7 anos, viram uma luz brilhante, parecida com um relâmpago.

Talvez em pânico, decidiram ir-se embora, mas, logo depois, outro clarão iluminou todo o espaço e em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), surgiu uma “Senhora mais brilhante que o sol“.

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Segundo os testemunhos recolhidos na época, a senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler.

Aquela “Senhora” convidou as crianças a voltarem ao mesmo local, a cada dia 13 dos próximos cinco meses.

Assim, naquele ano de 1917, as três crianças assistiram a outras aparições no mesmo local em 13 de junho, 13 de julho e 13 de setembro.

Em agosto, a aparição ocorreu no dia 19, no local dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque a 13 de agosto, as crianças tinham sido presas e levadas para Vila Nova de Ourém pela polícia, a mando do administrador do Concelho [função +- parecida com um atual Prefeito / Presidente de Câmera Municipal].

A 13 de outubro, estando presentes na cova da Iria cerca de 50 mil pessoas [consoante as versões, foram atribuídos 70 mil; ou ainda 100 mil na versão de José de Almeida Garrett, professor de ciências naturais na Universidade de Coimbra, também ali presente], Nossa Senhora teria dito às crianças: “Eu sou a Senhora do Rosário” e teria pedido que fizessem ali uma capela em sua honra [que atualmente é a parte central do Santuário de Fátima. O local, onde Nossa Senhora de Fátima apareceu aos três Pastorinhos é onde hoje está a famosa “Capelinha das Aparições“].

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Muitos dos presentes afirmaram ter observado o chamado “Milagre do Sol“, prometido às três crianças em julho e setembro. Segundo os testemunhos recolhidos na época, o sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Tal fenômeno foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição.

De acordo com muitas indicações das testemunhas, “após uma chuva torrencial, as nuvens desmancharam-se no firmamento e o Sol apareceu como um disco opaco, girando no céu.” Algumas afirmaram que não se tratava do Sol, mas de um disco em proporções solares, semelhante à lua. Disse-se ser significativamente menos brilhante do que o normal, acompanhado de luzes multicoloridas, que se refletiram na paisagem, nas pessoas e nas nuvens circunvizinhas. Muitas testemunhas relataram que a terra e as roupas previamente molhadas ficaram completamente secas, num curto intervalo de tempo.

De acordo com relatórios daquelas testemunhas, o “Milagre do Sol” durou aproximadamente dez minutos. Os três Pastorinhos relataram que viram Jesus, a Virgem Maria, e São José abençoando as pessoas dentro ou junto do Sol. Outras testemunhas afirmaram ter visto vultos de configuração humana dentro do Sol quando este desceu.

Durante o dia do fenômeno, não foi reportada nenhuma observação científica extraordinária do Sol em observatórios.

O fato de o pretenso milagre ter sido anunciado antecipadamente, o abrupto início e final do evento sobre o Sol, a natureza diversa dos observadores, que incluía crentes e descrentes e, o grande número de pessoas presentes, põem um fim à hipótese de alucinação em massa. A atividade desse suposto Sol, foi reportada também por pessoas a 18 km de distância do lugar, o que também, deita por terra a hipótese de histeria em massa.

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