“Temos que conservar essa casa”, diz Francisco Senna em palestra no GPL

25 de março de 2022 qq coisa

“Temos que conservar essa casa. É um presente da comunidade portuguesa para a Bahia”. A afirmação do professor Francisco Senna, durante a palestra de comemoração dos 159 anos de fundação do Gabinete Português de Leitura, resumiu o sentimento de associados e convidados presentes ao evento na noite de ontem, quinta-feira, 24 de março.

Arquiteto e historiador, Chico Senna discorreu sobre a trajetória do Gabinete, desde a fundação em 2 de março de 1863, aos dias de hoje. Lembrou a importância cultural da instituição e alertou para os problemas ocasionados após as mudanças no trânsito adotadas nos últimos anos nas imediações da Praça da Piedade. “Hoje temos uma desordem instalada em todo o entorno e devemos nos insurgir contra essa situação”, disse.

Do encontro, que contou também com uma apresentação musical do vice-presidente do Gabinete, o saxofonista Daniel Bento, ficou decidida a criação de grupos de discussão e de trabalho a fim de encontrar soluções para as questões de segurança, coleta de lixo e ordenamento do uso do solo.

O presidente do Gabinete Português de Leitura, Rodrigo Leitão, em breve discurso, destacou a união dos portugueses e descendentes ao longo de mais de um século e meio, e, sobre o momento atual, pediu o apoio das autoridades públicas. O diretor de Cultura, Flávio Novaes, falou sobre as atividades desenvolvidas durante a pandemia e o retorno das atividades presenciais em 2023. Por fim, Daniel Bento apresentou o HUB Artes, iniciativa do Gabinete para desenvolver projetos de inovação.

Na plateia, o ex-senador Valdeck Ornelas, o ex-secretário de Turismo Fausto Franco, Alda Líria Fráguas, representando o cônsul de Portugal em Salvador, Jorge Fonseca, e a chefe da Gabinete da Fundação Pedro Calmon, Suely Melo, representando a Secretaria de Cultura do Estado. Também estiveram presentes o historiador e urbanista Paulo Ormindo, o jornalista Luis Guilherme Pontes Tavares, vice-presidente da Associação Bahiana de Imprensa, o presidente da Câmara Portuguesa Ricardo Galvão, além de urbanistas e historiadores.